Blog de férias!

O Folhas de Papel tem estado um pouco parado, mas isso deve-se aos preparativos de férias. Há alturas em que a blogosfera tem de ficar um pouco de lado. Neste caso, é por um bom motivo!

Embora eu não esteja de férias todo o mês, em Agosto vou reduzir os posts do Folhas de Papel para um por semana. Não é muito, mas é com boas intenções… E assim não há surpresas! :)

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Boas férias e… até Setembro!

Excesso de leitura

Existem dois modos distintos de ler os autores: um deles é muito bom e útil, o outro, inútil e até mesmo perigoso. É muito útil ler quando se medita sobre o que é lido; quando se procura, pelo esforço da mente, resolver as questões que os títulos dos capítulos propõem, mesmo antes de se começar a lê-los; quando se ordenam e comparam as idéias umas com as outras; em suma, quando se usa a razão. Pelo contrário, é inútil ler quando não entendemos o que lemos, e perigoso ler e formar conceitos daquilo que lemos quando não examinamos suficientemente o que foi lido para julgar com cuidado, sobretudo se temos memória bastante para reter os conceitos firmados e imprudência bastante para concordar com eles. O primeiro modo de ler ilumina e fortifica a mente, aumentando o entendimento. O segundo diminui o entendimento e gradualmente o torna fraco, obscuro e confuso. Ocorre que a maior parte daqueles que se vangloriam de conhecer as opiniões dos outros estuda apenas do segundo modo. Quando mais lêem, portanto, mais fracas e mais confusas se tornam as suas mentes.

Nicolas Malebranche, in ‘Procura da Verdade’

‘Bibliothèque de plage’

As localidades à beira-mar estão sempre decoradas com coloridos quiosques normalmente com pequenas delícias de Verão ou acessórios de praia, de forma a garantir que a estadia junto à costa é confortável e relaxante. Mas uma ida a um destes sítios não está completa sem um bom livro, pelo que Matali Crasset criou uma livraria móvel que pode facilmente ser integrada junto das outras lojas, disponibilizando aos veraneantes a oportunidade de escolher um dos mais de 300 títulos. ‘Biblioteca de praia’ é uma modesta estrutura, no centro da qual está localizada a livraria coberta por um pára-sol que protege os visitantes e os livros do sol. Três alcovas acompanham este espaço, convidando as pessoas a lerem algo enquanto descontraem à sombra. A colecção de livros disponíveis inclui romances escolhidos pela criadora deste conceito.

Informação e fotos retiradas daqui.

Seaside towns are always dotted with brightly colored kiosks occupied by frozen treat and snack vendors, parasol and lounge chair rental outlets, or those selling beach essentials, ensuring your stay on the coast is comfortable and relaxing. But, a trip to the shore side is not complete without a good book, so Matali Crasset has made a mobile library, which can easily be integrated amongst the other shops, offering beach goers a selection of more than 300 titles to choose from–a simple way to generate the pleasure of reading. ‘Bibliothèque de plage’ is a humble structure where the library is housed at its centre, covered by a large canopy to protect the visitors and the volumes from the sun. Three alcoves are found along the outer perimeter of the space, inviting people to grab something to read, and rest in the shade of their shelter. The collection of books available, include novels which are close to the designer herself.

Photo and info taken from here.

Sugestão de fim-de-semana * Weekend suggestion

Começar a preparar o blog para as férias.
Start preparing the blog for the holidays.

Beber um copo ao final da tarde.
Drink with your friends at dawn.

E ler um livro.
And read a book.

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A rapariga da Auschwitz (a.k.a. Eva’s story, 2014), Eva Schloss

É um relato de uma sobrevivente ao Holocausto e da sua luta para viver consigo mesma depois da guerra, uma homenagem a todas as vítimas que não viveram para poder contar a sua própria história e um esforço para assegurar que o legado de Anne Frank jamais seja esquecido. Eva foi feita prisioneira pelos nazis no dia do seu décimo quinto aniversário, tendo sido enviada para Auschwitz. A sua sobrevivência dependeu de inúmeros pequenos golpes de sorte, da sua determinação e do amor e da protecção da mãe, Fritzi, que foi deportada juntamente com ela. Quando o campo de concentração de Auschwitz foi libertado, Eva e Fritzi iniciaram a longa viagem de regresso a casa. Procuraram desesperadamente o pai e o irmão de Eva, dos quais tinham sido separadas. Meses mais tarde receberam a trágica notícia de que os dois haviam sido mortos. Antes da guerra, em Amesterdão, Eva tornara-se amiga de uma jovem chamada Anne Frank. Embora os seus destinos tivessem sido muito diferentes, a vida de Eva iria ficar para sempre estreitamente ligada à da amiga, depois de a sua mãe, Fritzi, casar com o pai de Anne, Otto Frank, em 1953.

In March 1938 the Germans invaded Austria and young Eva Geiringer and her family became refugees. Like many jews they fled to Amsterdam where they hid from the Nazis until they were betrayed and arrested in 1944. Eva was 15 years old when she was sent to Auschwitz – the same age as her friend Anne Frank. Together with her mother she endured the daily degradation that robbed so many of their lives – including her father and brother. After the war her mother married Otto Frank, the only surviving member of the Frank family. Only now, 40 years later has Eva felt able to tell her story.