Rede de leitura * Reading net

Uma livraria familiar tradicional foi transformada num local muito apelativo para crianças pelo estúdio criativo madrilense Playoffice, que concebeu exclusivamente espaços para encorajar os mais novos a adquirir hábitos de leitura, de forma muito divertida. A rede de leitura resulta numa forma muito original de mostrar às crianças o quão divertido pode ser ler, quebrando as fronteiras entre ‘ler’ e ‘brincar’, enquanto os mantém ocupados. Quem precisa de cadeiras quando há uma rede, certo?

Informação e imagens daqui.

A traditional family library has been transformed into an appealing place for kids by the creative Madrid-based studio, Playoffice, designing exclusively kids spaces that encourage learning through playing with a creative reading net. We’ve discovered this project onMymodernmet and decided to share it with you due to the creative approach to learning and reading. “Reading Net” is a wonderful way to show kids that reading can be fun and entertaining. It makes the boundaries between playing and reading disappear. A cute trick to keep them “busy”. Who needs chairs when you’ve got a net, anyway?

Info source.

The walking dead

Admito que não sou grande fã de zombies e que não percebo este enorme corrupio em torno de mortos-vivos, vampiros e outros seres afins, mas a série ‘The walking dead’ entrou lá em casa de fininho e eu acabei por acompanhar as quatro temporadas. Então, há uns dias dei por mim a comprar os primeiros volumes desta colecção de banda desenhada para conhecer melhor (e mais!) a demanda de Rick num mundo invadido por zombies.

Ainda vou no primeiro volume, mas até agora a experiência tem sido curiosa: embora eu adore bandas desenhadas e seja ávida leitora de livros como Tintin e Astérix, a verdade é que ‘The walking dead’ é a primeira banda desenhada de adultos que leio. São incríveis os pormenores, as sombras, os cenários. E é entusiasmante a afirmação do autor Robert Kirkman ao reforçar que o que acompanhamos é a evolução de Rick, o protagonista, num cenário absolutamente fora de controlo e da sua luta pela sobrevivência. Neste primeiro volume, a sua humanidade e civismo são as duas características que mais sobressaem. E no futuro?

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‘The walking dead’ é uma banda desenhada mensal (bimestral desde Outubro de 2013) norte-americana a preto e branco que surgiu em 2003, criada e escrita por Robert Kirkman com o artista Tony Moore, publicada pela Image Comics e Skybound Entertainment.

The Complete Maus (1991), Art Spiegelmen

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Combined for the first time here are Maus I: A Survivor’s Tale and Maus II – the complete story of Vladek Spiegelman and his wife, living and surviving in Hitler’s Europe. By addressing the horror of the Holocaust through cartoons, the author captures the everyday reality of fear and is able to explore the guilt, relief and extraordinary sensation of survival – and how the children of survivors are in their own way affected by the trials of their parents. A contemporary classic of immeasurable significance

Apreciação

Como houve um leitor que comentou no Goodreads, ‘Maus’ não é um livro. É uma experiência. Normalmente, em livros que narraram histórias passadas na segunda guerra mundial, temos uma visão como que ‘micro’ do que foi o Holocausto. Contudo, ‘Maus’ é muito mais que isso: é a história real de um homem que viveu as várias faces de terror deste período negro; é a história de sobrevivência de uma família; é a história de todos os judeus na Europa em meados do século XX.

Não há muitas palavras que possam descrever este livro de banda desenhada, que com tanto pormenor nos guia pela vivência de dor, mágoa, incompreensão e injustiça vividos por Vladek, o pai do autor Art Spiegelman. Ao longo das páginas, Art representa-se a si próprio a entrevistar o pai, descrições as quais descobrimos via ‘flashbacks’ muito completos, vívidos e plenos de emoção. O resultado é uma montanha russa de emoções, que variam entre a dificuldade em lidar com a saudade e com o medo, a determinação e perspicácia na tomada de decisões que podem colocar a sua vida em jogo, a atribuição de auto-sentimento de culpa do filho por ter uma vida bastante mais facilitada que as dos seus pais, a resistência em fugir a hábitos adquiridos durante a guerra, entre muitas outras emoções que nos deixam os nervos à flor da pele e com uma profunda sensação de empatia para com o protagonista – e isto é algo muito difícil de concretizar.

Os desenhos são pretos em fundo branco e as linhas pesadas, os cenários com muitos pormenores e densos, os diálogos crus e despidos de preconceitos, as personagens lineares e emotivas. Tudo carregado de simbolismo. E onde tudo resulta num testemunho cerrado que deve ser lido com calma e atenção.

Sugestão de fim-de-semana * Weekend suggestion

Fazer o teste da pegada ecológica.
Make the ecological footprint quiz.

Provar comida tailandesa.
Experiment thai food.

E ler um livro.
And read a book.

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Rio Equilibrium (2014), Ricardo Tomaz Alves

Há muito que o equilíbrio natural do universo foi afectado. Vida e Ethrom, anjo e demónio extraditados das origens, decidem por isso criar um ser que restaure o que foi destruído e reequilibre a natureza. É assim que é concebido Rio Equilibrium, um híbrido que possui o que de melhor e pior os criadores lhe transmitiram, lutando contra a própria harmonia. Trata-se de uma luta não só pessoal mas altruísta que trará uma nova esperança ao universo e a todos os seres que o habitam. Para ultrapassar os obstáculos, Rio contará com o auxílio de fortes personalidades que demonstrarão o valor e a importância da amizade. Esta é uma batalha que dará uma nova força à expressão “épico”, com batalhas titanescas e os seres mais bizarros, uns conhecidos do público, outros nem tanto. E isto é apenas o início…

Dia do livro português

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Quisemos mostrar, ou antes tornar conhecidos, os nossos livros. 0 nosso intuito é simples; tentando dar vida a esses livros, procuramos deixar ver a obra Portuguesa, especialmente nos séculos xv e xvi, através dos «liuros de forma» que foram impressos em Portugal, acompanhando-os de alguns «de penna», e de outros escritos em linguagem, mas publicados fora do país. Os livros são amigos silenciosos e fiéis junto dos quais se aprende a lição da vida. São o ensinamento, e em muitos casos a prova, da época que se deseja descrever; aqueles que são coevos desses tempos, podemos, certamente, considerá-los como a melhor documentação — exceptuando os manuscritos originais — para essas pesquisas. A meta do nosso esforço é erguer bem alto o nome do nosso país, demonstrar os feitos dos Portugueses e, servindo a nossa Pátria, «levantar a bandeira dos triunfos dela». É um trabalho sem pretensões, que nada vem dizer de novo, e que nada julga ensinar, mas que, esperamos, provará o nosso amor pela Pátria querida. E se alcançarmos esse fim ambicionado, teremos a consolação suprema de um dever cumprido.

Dom Manuel II, in ‘Introdução do Volume I da obra de D. Manuel II, «Livros Antigos Portugueses 1489-1600»’