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Post de Tops

E se dinamizássemos o blog e partilhássemos sugestões dos livros que mais nos marcaram com o grupo de leitores e autores de blogs? Fica aqui a tentativa de unir num só post os livros mais marcantes de quem por aqui passa :)

Se pudessem apontar um livro e um livro apenas como aquele que mais vos marcou em termos pessoais, qual seria? E porquê?

O meu já sabem qual é (pelo menos os leitores mais frequentes): Os Filhos da Droga, de Christiane F. (para não repetir a informação - visto que escrevi há pouco tempo sobre ele, deixo-vos apenas o link do livro).

Nota: os posts têm moderação por isso não estranhem se não aparecerem logo no blog ou se os comentários estiverem a zero.

Do mesmo autor do thriller “A Ameaça”, chega-nos o primeiro volume de um arrebatador romance histórico que se revelou ser uma obra-prima aclamada pela comunidade de leitores de vários países que num verdadeiro fenómeno de passa-palavra a catapultaram para a ribalta. Originalmente publicado em 1989, veio para o nosso país em 1995, publicado por outra editora portuguesa, recuperando-o agora a Presença para dar continuidade às obras de Ken Follett. O seu estilo inconfundível de mestre do suspense denota-se no desenrolar desta história épica, tecida por intrigas, aventura e luta política. A trama centra-se no século XII, em Inglaterra, onde um pedreiro persegue o sonho de edificar uma catedral gótica, digna de tocar os céus. Em redor desta ambição soberba, o leitor vai acompanhando um quadro composto por várias personagens, colorido e rico em acção e descrição de um período da Idade Média a que não faltou emotividade, poder, vingança e traição. Conheça o trabalho de um autêntico mestre da palavra naquela que é considerada a sua obra de eleição.

Esta é uma colecção cujo lançamento não possuiu qualquer técnica de marketing. O autor, apaixonado pela arquitectura de catedrais, dedicou-se ao seu estudo e decidiu transmitir esse conhecimento naquele que viria a ser o seu best-seller. Num curto espaço de tempo após o seu lançamento e durante vários anos, a colecção d’ “Os Pilares da Terra” passou de boca-em-boca em todo o mundo e alcançou um êxito mundial nunca visto.

Apreciação

Finalmente, terminei a colecção “Os Pilares da Terra”, de Ken Follett. Após a lenta leitura do volume II, fiquei com muita pena que a saga não continuasse e nos apresentasse mais peripécias do Prior Phillip (agora bispo), de Aliena, Jack, William e Waleran. Contudo, o final que Follett encontrou para estes livros não deixa margem para qualquer continuação, visto que são grandes os saltos cronológicos e as personagens no final da aventura alcançaram aquilo por que lutaram toda a vida.

Em termos gerais, gostei da colecção. Aliás, adorei. Fiquei fascinada com as fantásticas descrições de Follett acerca da Inglaterra do século XII e, sobretudo, do enredo complexo com que nos deparamos ao longo de ambos os livros. Não se trata apenas no narrar de uma história mas, sim, da transmissão de emoções reais como o amor, o medo, o ódio e a vingança, tornando as personagens dotadas de uma realidade extrema. Outro dos factores que me surpreendeu foi o rigor histórico que o autor teve o cuidado de alcançar, contextualizando o enredo num período interessantíssimo referente ao crescimento do país, dando-nos a conhecer o modo de vida da população dos condados ingleses na Idade Média.

Não só o argumento é muitíssimo rico, como também as personagens são dotadas de uma substância apaixonante, tornando-as tão complexas como as pessoas da vida real. Ao longo da história, são-nos dadas a conhecer as perspectivas dos heróis e dos anti-heróis, das personagens secundárias e dos vilões, podendo, com isto tudo, criar uma teia de intrigas e de suspense que prende os leitores da primeira à última página.

[spoilers] Quanto à velocidade dos acontecimentos, notei que a partir de dada altura no segundo volume há saltos cronológicos muito grandes, fazendo com que as personagens envelheçam muito rapidamente e que fiquemos apenas a conhecer um pequeno resumo das suas vidas nesse período. Penso que os leitores ficam tão agarrados às páginas e às personagens que têm vontade de os conhecer ainda mais, de forma que a história pareça não terminar.

Para além destas espaços no tempo, no meio de um enredo tão cativante fiquei desiludida com um acontecimento que, a meu ver, conferiria uma paixão ainda maior ao final da saga: Na minha opinião, esta desilusão faz toda a diferença. Em ambos os livros, é-nos apresentada a personagem odiosa de William Hamleigh, um jovem sem escrúpulos que dedica toda a sua vida a tentar vingar-se da mulher que o repudiou, mantendo uma relação unilateral de amor – ódio que sustenta durante toda a história. Esta fixação da personagem em Aliena é um dos factores principais que influencia todo o enredo, durante três gerações. Ao longo das páginas, apercebemo-nos das suas frustrações, ódios, esperanças e medos, tornando William, de facto, uma das personagens fulcrais para o desenrolar da história. Contudo, o seu fim é vazio. O leitor sabe que o seu final de vida será triste, solitário e doloroso. Aquilo de que eu não esperava era a falta de importância que foi atribuída ao momento da sua morte. Comparativamente, a morte de Becket, uma personagem secundária, é muito mais detalhada, exasperante, simbólica. Assim sendo, contei com um relato breve acerca da perspectiva de vida por William, enquanto caminha para a forca; contei com uma descrição detalhada dos seus pensamentos no momento em que é preso e lhe é comunicada a morte por enforcamento; contei com uma intensidade de sentimentos que não foi trabalhada. Sendo uma das mais influentes personagens da história, não esperei que lhe fosse retirada essa importância no momento em que ele morre. É-lhe dada essa importância, sim, face aos seus inimigos, mas o leitor precisa de uma maior envolvência acerca do seu medo do inferno, da sua vida em busca de Aliena, das mortes em campo, da sua frieza para com os habitantes do seu condado.

Ficha técnica

Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722338196
Ano de Edição/ Reimpressão: 2007
N.º de Páginas: 608
Encadernação: Capa mole

Este é relato extraordinário, escrito na primeira pessoa, da impressionante sobrevivência de Szpliman durante os quase seis anos que viria a durar a Segunda Guerra Mundial. É refugiando-se nas ruínas do ghetto judeu que consegue iludir a morte, através da sua inteligência, do seu grande amor à música, da sua inquebrantável vontade de viver, e da generosa ajuda de um oficial alemão. Formando um contraste quase surrealista com o cenário que o envolve – Varsóvia está mergulhada no terror nazi, devastada -, Szpilman, que perdeu todos aqueles que lhe eram mais queridos, transmite-nos um testemunho notável da força de um homem, que é também o de toda a humanidade, para resistir ao desespero da barbárie, numa profunda celebração da beleza, da reconciliação e da vida.

 

Apreciação

Muito melhor escrito que o texto acima descrito (apresentado na contra capa do livro), é um livro muito forte com descrições reais o suficiente para nos levar a Varsóvia da Segunda Guerra Mundial e nos fazer sentir o desespero que sentiu com o mergulhar na solidão e no sofrimento.

Tem passagens muito boas relativamente às barbáries que os alemães nazis cometiam, explicando na primeira pessoa aquilo a que se assistiu e o medo que se sentiu durante esses anos de terror, em que o protagonista vivia da caridade alheia ou de migalhas de comida nas ruínas por onde passava.

É interessante o facto de ter sido também publicado no livro, após o relato de Szpilman, excertos do diário do Capitão Wilm Hosenfeld, o oficial alemão que lhe salvou a vida. Na adaptação cinemetográfica, fica-se com a ideia que o dito cujo salva o fugitivo por este lhe trazer um pouco de beleza do mundo antigo: música. Na realidade, Hosenfeld tem uma visão muito pessimista, uma vez que a “parte humana” que em si vive antes da Guerra, sobrevive durante a mesma, fazendo com que tente salvar o máximo de judeus com quem se cruza, sendo que Szpilman é um deles.

O oficial alemão chega ao ponto de afirmar que toda a Alemanha, e não só a Alemanha Nazi, é culpada e deve ser severamente castigada uma vez que permitiu o alcance do poder por parte do Partido Nacional Socialista, e nada fez para impedir: “Os trabalhadores alinharam com os Nazis, a Igreja ficou a observar, as classes médias foram demasiado cobardes para fazerem alguma coisa, e o mesmo sucedeu com os intelectuais mais eminentes. Permitimos que os sindicatos fossem abolidos, as várias denominações religiosas suprimidas e não houvesse qualquer liberdade de expressão na imprensa ou na rádio. Por fim, deixámo-nos conduzir para a Guerra. Não nos importámos que a Alemanha não tivesse representação democrática e conformámo-nos com a pseudo-representação de pessoas sem verdadeira voz activa em coisa nenhuma. Os ideais não se traem impunemente, e agora temos de sofrer todas as consequências.”

Assim, “O Pianista” não só se trata de um livro autobiográfico que nos remete para uma realidade que parece tão distante; trata-se, também, de um documento histórico que tenta constatar factos de uma forma imparcial, realista e muito fria.

 

Ficha técnica

Editor: Editorial Caminho
Colecção: Uma Terra sem Amos
ISBN: 9789722106153
Ano de Edição/ Reimpressão: 1991
N.º de Páginas: 240
Encadernação: Capa mole

«Nos trezentos anos de história das karyukai (termo poético que designa as sociedades das gueixas) nunca uma mulher veio a público contar a sua história porque sempre nos pedimos impedidas de o fazer devido a um certo número de regras não escritas, à tradição e à santidade de uma vocação com um carácter tão exclusivo. No entanto, sinto que chegou o momento de o fazer».

Mineko Iwasaki tinha apenas cinco anos quando deixou a casa dos pais para iniciar a sua aprendizagem. Durante um quarto de século, levou uma vida de duras exigências profissionais, mas também de inesquecíveis compensações. Aprendeu a linguagem e os costumes formais das gueixas, e estudou dança e música tradicionais do Japão. Seduziu príncipes e reis, capitães de indústria, grandes figuras do mundo do espectáculo, alguns dos quais viriam de facto a tornar-se seus amigos. Graças à sua determinação, veio a ser reconhecida como uma das mais notáveis praticantes dessa forma de arte hoje em declínio. Gueixa, Uma Vida, é um precioso testemunho que revela os detalhes de um tipo de existência que, durante algum tempo, pôde subreviver numa espécie de limbo, e cuja função consistia em preservar as tradições do passado japonês. Contada com grande sabedoria e sensibilidade, esta é uma história real de beleza e heroísmo, e a revelação de um tempo e de uma cultura que raramente se deram a conhecer ao mundo oriental.

 

Apreciação

Adoro ler auto biografias. Este livro é uma biografia escrita pelas mãos de uma mulher que foi gueixa durante muitos anos, transmitindo uma sabedoria dessa tradição. O texto é muito fluído, parece que a autora (Mineko) fala connosco, contado-nos a sua história na primeira pessoa de uma forma tão simples que parece que estamos cara a cara.

O primeiro livro que li sobre este tema foi o também verídico “Memórias de uma Gueixa”, que Arthur Golden escreveu inspirado na vida de uma gueixa. Por seu lado, “Gueixa, Uma Vida” trata-se de uma história real contada na primeira pessoa, transmitindo os pensamentos mais intímos e reveladores acerca da personagem e do seu estilo de vida, ao mesmo tempo que nos transmite muita informação acerca desta cultura milenar, complementando muito bem outros romances do género.

O livro ensina muito sobre as tradições japonesas, sobretudo das karyukai. Contudo, há alturas em que surge uma certa confusão relativamente àquilo a que a autora se refere. São tantos os termos japoneses, e todos tão parecidos, que é normal se tivermos de fazer uma pequena pesquisa nas páginas anteriores para procurar o significado de certo termo.

 

Ficha técnica

Editor: Verbo
Colecção: Afluentes da Memória
ISBN: 9789725684849
Ano de Edição/ Reimpressão: 2006
Encadernação: Capa mole

Na galeria das mais extraordinárias e controversas figuras do Ocidente, a papisa Joana assume alguns contornos dos mais brumosos, enigmáticos e fascinantes. Muitos negaram, ao longo dos séculos, a sua existência, mas é ainda considerável a quantidade de documentos que referem a sua passagem pelo trono papal. Personagem histórica com lendária, Joana protagoniza a notável ascensão de uma mulher brilhante que não aceita as limitações que a sua época, profundamente misógina, lhe impõe e, armada de uma inteligência esclarecida e de uma força de carácter inquebrantável, conquista o mais elevado poder religioso. Um romance magnifico, cativante, que conspira, no virar de cada página, para prender o leitor num sortilégio magnético, na teia enredada da intriga, das turbulências politicas, dos fanatismos e intolerâncias, das paixões, das duplicidades e segredos, das crises de fé e conspirações que ameaçam fazer soçobrar Joana.

Neste romance intimista da vida de uma simples menina que anciava aprender e alcançar conhecimentos empíricos numa época em que o Saber escolastico era vedado às mulheres, Joana desafia o mundo dos poderosos e vence-o tornando-se numa das mais respeitáveis personagens do seu tempo. A personagem principal, que é dotada de uma paixão inquebrável e com um destino esplendoroso, cruza-se com o de um verdadeiro humanista e a sua vida muda de forma radical. Criada no seio de uma família de fortes crenças religiosas, Joana aprende com a mãe o melhor do paganismo e com o pai o pior da Igreja Católica. Mais: aprende a ler e a escrever substituindo o seu irmão numa escola para rapazes de elite, fazendo-se passar por um deles e para o resto da sua vida. Com o passar do tempo, acaba por entrar no mundo da Igreja Católica e de alcançar uma rápida ascensão dentro da mesma, até se tornar Papa.

Apreciação

Muito interessante, sobretudo pelo facto de se pôr a hipótese de este ser um caso verídico, o que reflecte um erro crucial no perfeito funcionamento que a Igreja defende ter. Por ser um romance biográfico/histórico, ganha muita força e credibilidade, reforçando as teorias expostas por referências a documentos existentes ainda hoje. É engraçado também confrontar estas informações com algumas pesquisadas na Internet.

Para além da possibilidade de esta retratar um evento verídico, surge ainda um rigor histórico muitíssimo pedagógico relativamente à forma de vida no século IX, nomeadamente no que concerne ao estilo de vida de população, ao preconceito contra as mulheres e à forma de funcionamento clérigo.

 

Ficha técnica

Editor: Editorial Presença
Colecção: Grandes Narrativas
ISBN: 9789722326414
Ano de Edição/ Reimpressão: 2000
N.º de Páginas: 460
Encadernação: Capa mole

Leituras de Verão II

Eis que estes se juntaram à lista de livros de Verão.

 

John Boyne, “O Rapaz do Pijama às Riscas”

 

Gabriel García Márquez, “Memórias das Minhas Putas Tristes”

 

Patrícia França Martins, “O Mito da Barbie”

A beleza é uma forma de Génio… diria mesmo que é mais sublime do que o Génio por não precisar de qualquer explicação. É um dos grandes factos do mundo, como a luz do sol ou a Primavera, ou o reflexo nas escuras águas dessa concha de prata a que chamamos lua. É inquestionável. Tem um direito de soberania divino. Eleva os seus possuidores à categoria de príncipes. Está a sorrir ? Ah, quando a tiver perdido com certeza que não há-de sorrir… às vezes as pessoas dizem que a Beleza é apenas superficial, e pode bem ser. Mas pelo menos não é tão superficial como o Pensamento. Para mim, a Beleza é a maravilha das maravilhas. Só as pessoas frívolas é que não julgam pelas aparências. O verdadeiro mistério do mundo é o visível e não o invisível…

Oscar Wilde, in ‘O Retrato de Dorian Gray’

 

Apreciação

O Retrato de Dorian Gray é um livro surpreendentemente gracioso, tendo em conta a futilidade e frivolidade com que Oscar Wilde nos apresenta as personagens e delineia o enredo de uma história ficcional que brinda a um mundo perfeito de beleza e ausente de conteúdo.

Um rapaz da alta sociedade esbelto como um anjo pousa para uma artista muito conceituada do século XIX. Apaixonado pela beleza retratada no quadro, Dorian troca a sua alma pela juventude eterna, possibilitando que a sua formosura seja imortalizada. Com o passar do tempo, o quadro torna-se um género de alma gémea de Dorian. Desta forma, Dorian Grey permanece tão jovem e tão esbelto quanto a artista pintou no quadro, ao passo que o quadro envelhece e mantém em si todas as marcas do tempo e do pecado que a personagem vive.

O Retrato de Dorian Gray é uma obra em que Oscar Wilde nos depara com uma realidade impossível, digna de admiração e de reflexão. Sempre com um tom irónico e provocador, o leitor pode ficar na dúvida acerca da principal mensagem que as personagens pretendem transmitir nos seus diálogos irreais acerca de beleza e da arte. Contudo, afirma firmemente que Toda a arte é inútil.

Ficha técnica

Editor: Dom Quixote
ISBN: 9789722023948
Ano de Edição/ Reimpressão: 2003
N.º de Páginas: 336
Encadernação: Capa mole

aqui escrevi acerca desta rapariga mas, na minha opinião, nunca é demais.

“Os Filhos da Droga” foi o livro que mais vezes li. Quantas vezes não sei, mas se disser que ronda as 10 leituras não estou muito longe da verdade. É engraçada a reacção de algumas pessoas a que confidencio esta paixão por um livro aparentemente tão negro, sujo e degradante, mas que se enganem quem pensa que este é um livro apenas de sofrimento.

De início, não pensei que este fosse um livro que me viesse a marcar durante tanto tempo, mas à medida que virava as páginas ficava cada vez mais presa à história de uma criança que se vê envolvida num ciclo vicioso entre as drogas, a vontade de se libertar delas, do medo do mundo que elas implicam e do jogo entre a fraqueza e a força humana. Se se tratasse de um romance fictício, provavelmente não me teria fascinado tanto mas, por se tratar de uma história verídica, fiquei presa ao enredo de forma surpreendente.

Christiane F. é uma criança como qualquer outra que pertencia aos bairros industriais de Berlim. A difícil vida familiar envolveu-a com solidão e com a necessidade permanente de afirmação no seu círculo social. Aquilo que começou por uma brincadeira “ao braço de ferro” entre si e os amiguinhos depressa se tornou numa luta quase irreal consigo mesma, onde “duas Christianes” se deparavam violenta e diariamente: uma era a filha bem comportada que se queria aproximar dos pais e ser feliz como “as crianças normais”; a outra era a filha rebelde e invisível que se queria afirmar e que lutava desesperadamente por sobreviver num mundo que não era o seu.

Entre discotecas imundas, viagens de metro psicadélicas, morte de amigos, prostituição infantil na tão conhecida estação do zoo, injecções em casas de banho públicas e tráfico nas ruas de Berlim, Christiane inicia a adolescência com uma maturidade fora do vulgar, uma frieza indescritível e, mesmo assim, com um coração puro, sensato e com noção do perigo.

No seu todo, este livro relata a história dura de uma criança que luta por si, embora não o saiba. Sim, trata-se de um percurso duro, sofredor, perverso, sujo… mas Christiane F. é vencedora e ainda hoje é viva.

Podem ler uma entrevista com Christiane F. aos 45 anos aqui.

 

A verdadeira Christiane F.

 

Christiane depois de entrar nas drogas

 

Christiane adulta

 

Detlef, o grande amor de Christiane.

 

Babsi, a mais nova vítima da droga na Alemanha. Era uma das grandes amigas de Christiane. Morreu aos 14 anos com uma overdose.

 

Stella, outra grande amiga de Christiane, mostra aos jornalistas o seu vício. Tinha 13 anos nesta imagem.

 

Discoteca Sound, onde Christiane conheceu alguns dos seus grandes amigos. Foi onde mergulharam nas chamadas “drogas duras”. Ainda hoje existe, mas num local diferente.

 

Cartaz da discoteca Sound, a “discoteca mais moderna da Europa” que, afinal, era apenas um espaço aproveitado pela gerência, qual garagem.

Leituras de verão

Agora que me preparo para ir de férias, já fiz a lista de livros que quero que me acompanhem nos próximos tempos. Alguns já tenho, outros não, mas todos fazem parte das minhas leituras de verão. Então e vocês? Quais as vossas preferências? :)

 

Gabriel García Marquéz, “O Amor nos Tempos de Cólera”

 

Miguel Esteves Cardoso, “O Amor é Fodido”

 

Philip Roth, “A Mancha Humana”

 

Doris Lessing, “A Fenda”

Ganhe livros autografados

Use o seu cartão Leitor Bertrand na compra de um livro à sua escolha e envie uma mensagem para um dos seis autores em destaque, com o máximo de 20 linhas. Cada autor em questão escolherá, de entre todas as mensagens dos seus fãs, as cinco mais convincentes. Estas serão premiadas com um livro autografado do seu autor favorito.

As mensagens escolhidas serão publicadas em www.bertrand.pt a partir de 15 de Setembro. Os emails dirigidos aos autores deverão ser enviados para clubedefas@bertrand.pt.

(Dados obrigatórios a enviar por mail: Nome completo e contacto telefónico). Compra obrigatória com cartão Leitor Bertrand. Guarde o talão de compra, será solicitado como comprovativo da compra se for um dos premiados.

Informação retirada da newsletter Bertrand a 04 Julho 2008.

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