Passatempo ‘Escultor de Almas’ – Castor de Papel

Em parceria com a Castor de Papel, o Folhas de Papel tem para oferecer um exemplar do ‘Escultor de Almas’, um livro de Mário Mendes de Moura, editor durante 60 anos em Portugal, Espanha e Brasil.

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Filipe, protagonista desta novela, afirma que o amor resulta de uma química de atração, como os elementos que se atraem ou se repelem. Será? Uma vez desaparecido, pode realmente o amor renascer e voltar à intensidade anterior? Até que ponto os homens conseguem entender e viver a gravidez das suas mulheres?

Para Érica, a outra protagonista, mais do que um mero fenómeno fisiológico, a gravidez é um maravilhoso milagre. Será que é o que sentem em geral as mulheres? E a interrupção da gravidez? Como é aceite pela mulher? E pelo homem? E o que pode representar para o futuro do casal? Consegue uma jovem transformar-se profundamente graças a uma relação de amor? Ou isso só acontece na ficção? Esta novela levanta no seu decurso estas perguntas e tenta dar respostas.
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Para se habilitar a ganhar este livro, basta seguir 3 passos:
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As participações são válidas até 15 de Março para residentes em Portugal. O vencedor, seleccionado aleatoriamente, será contactado até 21 de Março por e-mail e o livro será enviado por CTT.

 

Sugestão de fim-de-semana * Weekend suggestion

Fazer um jantar caseiro para os amigos.
Prepare a homemade meal for your friends.

Reservar bilhetes para um musical.
Buy tickets for that awaited musical.

E ler um livro.
And read a book.

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História insólita do mundo (2013), Gregorio Doval

Neste livro são revelados os bastidores da história oficial, contados com um toque de humor. Nele se encontram muitas das fraudes, enganos e burlas de que a história está cheia. Centenas de truques e logros, utilizados nas mais diversas circunstâncias, com a finalidade de se obter riqueza, glória ou fama e, às vezes, apenas escapar da morte.

Enganos intencionais baseados na ingenuidade dos enganados.
Grandes descobertas que acabaram por se revelar serem manipulações.
Obras-primas da literatura que afinal eram apenas plágios.
Mensagens secretas, documentos forjados, logros mirabolantes.
Anedotas curiosas, teorias chocantes, sucessos inexplicáveis e pormenores incríveis que vão deixar o leitor surpreendido.

Passatempo ‘Viagem ao coração dos pássaros’ – Marcador Editora

Relembro que, até amanhã, poderão participar no passatempo para se habilitarem a receber um exemplar do livro ‘Viagem ao Coração dos Pássaros’. Boa sorte!

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Em parceria com a Marcador Editora, o Folhas de Papel tem para oferecer um exemplar do ‘Viagem ao Coração dos Pássaros’, o mais recente livro da Colecção de Livros RTP, assinado por Possidónio Cachapa e lançado no final de Janeiro de 2015.

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“Viagem ao Coração dos Pássaros” remete-nos para um universo único mas que se repete sempre no tempo dos seres humanos. Fala-nos das contradições e dialéctica do mundo, do amor, da vida, mas também dos seus opostos. É um livro que se lê num sopro, como se fosse um instante, numa viagem que o leitor faz ao coração, o seu próprio, e o dos protagonistas da história, realista, autêntica e bela. Possidónio Cachapa conduz-nos através da sua escrita profunda, revelando-nos os dons que todos temos e as nossas virtudes mas também as nossas debilidades e fraquezas, numa simplicidade narrativa que nos prende da primeira à última página.

Para se habilitar a ganhar este livro, é muito simples:

As participações são válidas até 28 de Fevereiro para residentes em Portugal. O vencedor, seleccionado aleatoriamente, será contactado até 06 de Março por e-mail e o livro será enviado por CTT.

Sugestão de fim-de-semana * Weekend suggestion

Procurar programas de voluntariado.
Search for new volunteer programs.

Inscrever-se num curso de escrita criativa, com começo a 24 de Fevereiro.
Enroll in a creative writing course.

E ler um livro.
And read a book.

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Um repórter inconveniente (2015), Aurélio Cunha

“Um repórter inconveniente – Bastidores do jornalismo de investigação” é a história real de um jornalista que, para o ser, tal como a sua consciência profissional o exigia, teve de recorrer à clandestinidade dentro do seu próprio jornal, o “Jornal de Notícias”, na altura o de maior tiragem do país. E fê-lo, recusando a condição de escriturário da redacção, para enveredar, à revelia das chefias, pela investigação jornalística, género então pouco ou nada praticado nos jornais portugueses. Para realizar algumas das reportagens, que levaram a Assembleia da República a promulgar novas leis e a alterar outras, o jornalista sentiu-se na necessidade de recorrer a baixas médicas psiquiátricas para poder trabalhar e, assim, concluir as investigações para as quais o jornal não lhe dava condições. Teve também de pagar do seu bolso despesas que fez ao serviço do jornal.

“Um repórter inconveniente” revela os bastidores oculto s de trabalhos jornalísticos de grande impacto público, tais como:

  • Agarrado a um morto, o jornalista entrou na morgue, durante a noite, e, mesmo às escuras, conseguiu encontrar órgãos roubados a cadáveres, que depois eram exportados para multinacionais farmacêuticas, a partir de colheitas clandestinas realizadas no Porto e em Lisboa;
  • Vendeu o seu próprio sangue a médicos que o revenderam a doentes de clínicas privadas, depois de ter passado por sem-abrigo e marginal, o que lhe permitiu revelar ao país que em Portugal estavam a ser feitas transfusões sanguíneas mortais;
  • Infiltrou-se em celas prisionais e, quando na cadeia foi detectado, inventou artimanhas para fazer com que reclusos viessem à rua falar consigo, a fim de que os leitores pudessem ver para lá das grades;
  • Descobriu que, numa agência bancária, mesmo os clientes já falecidos há anos continuavam a “assinar” cheques;
  • Assinou o seu próprio óbito, numa urgência hospitalar, a fim de conseguir observar como os cangalheiros disputavam o seu corpo para lhe fazerem o enterro, o que o levou até ao mundo dos negócios mafiosos que giravam em volta dos funerais;
  • Perseguiu, durante anos, o «roubo legalizado» a assinantes dos Telefones de Lisboa e Porto, que tinham «um ladrão dentro de casa»;
  • Assistiu, durante a noite, no santuário de Fátima, à recolha do dinheiro dado pelos peregrinos e perseguiu o destino das toneladas de ouro oferecidas para pagamento de promessas, ainda que os leitores tivessem sido impedidos de ler a reportagem;
  • Denunciou o desvio de medicamentos destinados a doentes renais e oncológicos e comparticipados pelo Serviço Nacional de Saúde, para o doping de atletas de alta competição, numa investigação involuntariamente despoletada pelo treinador Jorge Jesus;
  • Revelou o segredo de justiça de julgamentos “encenados” no Supremo Tribunal de Justiça e no Tribunal da Relação do Porto, em que os acórdãos já estavam «cozinhados» mesmo antes da respectiva audiência;
  • Ludibriou os censores ao serviço de Salazar, fazendo uma reportagem absolutamente impensável para a época, denunciando que crianças da zona ribeirinha de Gaia iam para a escola primária cheias de fome e embriagadas;
  • Passando, ora por chulo, ora por agente da Judiciária, percorreu a viasacra do aliciamento de jovens raparigas do Grande Porto para a prostituição e, convidado a entrar no negócio, surpreendeu agentes da PSP e da PJ com interesses nesse tráfico;
  • Diagnosticou a existência de uma maternidade do Serviço Nacional de Saúde que se tinha transformado na maior fábrica de deficientes do país porventura mesmo da Europa, especializada no fabrico, em série, de crianças vítimas de paralisia cerebral;
  • Arruinou o negócio da clínica privada ilegal existente no Instituto Português de Oncologia do Porto, na qual quem pagasse era operado de imediato e quem não tivesse dinheiro ia para as intermináveis filas de espera, o que levou a ministra da Saúde a demitir a Administração;
  • Testemunhou a corrupção de médicos, tendo acedido a uma listagem informática de clínicos a quem, mediante a prescrição de determinados medicamentos, eram oferecidas contrapartidas financeiras, desde presentes de todo o tipo a dinheiro vivo;
  • Desceu com o bispo do Porto ao inferno da vida dos moradores da Sé, na primeira visita que um prelado fez àquele bairro histórico da cidade, durante a qual esteve sob a ameaça do perigo de desmoronamento de velhos pardieiros, chafurdou na miséria, foi chicoteado pela infâmia de tão aviltante viver e pôde aperceber-se como aquela gente apodrecia viva;
  • Comprou missas a mulherzinhas que faziam da celebração eucarística o seu ganha-pão, praticando preços variáveis entre 15 e 25 tostões, sendo que encomenda que incluísse por parte da misseira a comunhão do Corpo de Cristo custava mais dinheiro;
  • Inflamou, com um conjunto de reportagens, o abade das Antas que, a partir do altar, liderou a revolta dos seus paroquianos contra a Câmara Municipal do Porto, que na zona pretendia instalar um parque de diversões, fazendo recuar a autarquia no seu propósito;
  • Cavou o filão do ouro falso que alastrou por todo o país, em que peritos da própria Contrastaria da Imprensa Nacional-Casa da Moeda, por lei os guardiões da sua qualidade, eram suspeitos de legalizar obra ilegal, por marada, e em que, inclusive, a Caixa Geral de Depósitos vendia ouro fugido às malhas da lei;
  • Detectou que radiações ionizantes, as quais podem provocar vários tipos de cancro e lesões genéticas, andavam em roda livre nos principais hospitais e consultórios de radiologia de Lisboa e Porto, ao certificar-se de que instalações e equipamentos radiológicos violavam manifestamente as normas de segurança impostas por lei;
  • Passou por pedófilo ou traficante de droga junto de agentes da PSP e levado para a esquadra, por suspeita de ser o cérebro de um gangue que tinha tomado de assalto um colégio dito de reeducação e dependente do Ministério da Justiça;
  • Comprovou, e o mundo ficou a saber, que falsificações estrangeiras eram de melhor qualidade do que muito do vinho do Porto saído de caves de Gaia, pois o respectivo Instituto estava a certificar com o seu selo de garantia verdadeira zurrapa, aprovando vinhos… reprovados pelos seus provadores.

O livro será como que uma espécie de reportagem sobre as reportagens do autor, onde ele desvenda os caminhos inverosímeis que teve de percorrer para as concretizar.  Dois professores universitários de jornalismo já se pronunciaram sobre os textos de Um repórter inconveniente – Bastidores do jornalismo de investigação” Manuel Pinto, do Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho, considera que o trabalho tem “histórias fabulosas, que são o testemunho de uma vida e de uma época”, as quais “merecem ser contadas, ser publicadas e ser lidas”. Na opinião de Ricardo Jorge Pinto, da Universidade Fernando Pessoa, o escrito em apreço “vai ser um livro fantástico, que faz falta para quem quiser compreender o que foi um certo século XX” .

Diz-me o que lês, dir-te-ei quem és

Ao ler este texto de José Cabrita Saraiva, identifiquei-me imediatamente. Quando vou a casa de alguém, e mesmo que a visita seja frequente, tenho o hábito de espreitar com atenção as estantes de livros. Vejo os títulos e as edições, analiso os géneros predominantes e os anos de publicação, atento à forma como as obras estão organizadas… e, de uma forma ou de outra, sou capaz (ou tento sê-lo) de perceber os interesses dos donos do livros e ‘traçar o seu perfil’ literário.

Procurando determinados pormenores, é possível descobrirmos algumas curiosidades sobre as pessoas em cuja casa estamos. Será que é verdade quando se diz que “Diz-me o que lês, dir-te-ei quem és”? Ora vejamos:

  • Quais são os livros em destaque? Aqueles que estão à altura do olhar são, por norma, os que chamam a atenção mais rapidamente aos convidados. Será, portanto, que os donos da casa os colocaram deliberadamente nessa prateleira, expondo as suas preferências?
  • Quais são os géneros predominantes? História, literatura ficcional, contos de fadas, livros técnicos, clássicos… Os livros que compõem uma estante podem revelar os interesses e actividades dos seus donos: a sua profissão, interesses lúdicos, locais de eleição, temas para debate…! Quando falta assunto, não é difícil perscrutar rapidamente a estante para encontrar um livro sobre que falar.
  • Como estão organizados por livros? Por tema, género, editora, tamanho, ano de edição? Dependendo da forma como estão organizados – e acredito que todas as pessoas têm uma forma muito própria de o fazer – talvez consigamos deslindar que tipo de leitor é o nosso anfitrião.
  • Quantas estantes há e como são? Diz-se normalmente que o tamanho não interessa e talvez essa ideia se aplique aos amantes de livros para percebermos que relacionamento têm com os mesmos. Leitores há-os de todos os géneros: os que compram em segunda mão e doam após a leitura; os que vão à biblioteca; os que guardam os livros mais importantes; e os que coleccionam qualquer tipo de livro, armazenando-os em tantas pilhas e estantes quanto possível.

Não sei como avaliar as minhas estantes, que me são tão familiares. Mas, de acordo com os critérios acima descritos, é possível que os meus convidados encontrem lá em casa muitos livros históricos e clássicos, muitos livros técnicos sobre várias áreas relacionadas com o meu emprego e vida privada, muitas biografias e livros juvenis. Talvez me possam considerar como uma coleccionadora com falta de espaço obsessiva-compulsiva com a organização dos livros, visto que me sigo pelos seguintes critérios de organização: por género – tema – autor – colecção – editora – número. Será demais? :)

E vocês? Quais as vossas manias?

Palavras mais fortes que a espada

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Orhan Pamuk e Kiran Desai a ler para a audiência.

PEN, o projecto do Open Society Institute of Books da Brimânia, uniu-se para honrar os escritores birmaneses cujo trabalho foi reprimido pelo regime militar e para apoiar as vítimas do ciclone em 2008. Este evento também prestou tributo aos milhares de monges desaparecidos ou que perderam a sua vida no ano anterior, bem como aos que continuam a elevar a sua voz contra a justiça dos últimos 20 anos.

Eu li um livro um dia e a partir daí toda a minha vida mudou desde aí.
Orhan Pamuk