Entrevista a Ricardo Amaro

ricardo_amaroRicardo Amaro tem por hábito escrever textos em forma de crónica ou de opinião, mais raramente ensaios curtos e sem outra continuação. O seu recente livro ‘Volta amanhã’, lançado em Julho pela Chiado Editora, não só surpreendeu quem o conhece, mas também a si próprio. Ricardo tem muitas sementes guardadas para outras histórias, mas essas ideias ficarão para outra ocasião. Neste caso, talvez voltem amanhã.

[Para conhecerem mais sobre o autor e sobre o seu primeiro livro, não deixem de visitar a sua página de Facebook e, claro está, de participar no passatempo que vos dará a oportunidade de receber um exemplar autografado e uma surpresa – é mesmo aqui].

Livros. Porquê?

Porque nos fazem viajar sem ter que entrar num avião (uma vantagem enorme!).
Porque nos ajudam a crescer, aprender e desenvolver.
Porque nos permitem partilhar pontos de vista e entender outras perspectivas.
Porque perduram, promovem o culto do objecto, são vício bom e nos mantêm “acordados”.

Como é que os livros estão presentes no teu dia-a-dia?

Acompanham-me na mesa-de-cabeceira. Sou, por norma, leitor de hora de dormir.
Agora que publiquei, é mais o meu livro que está presente no dia-a-dia, por motivos óbvios, mas estão sempre presentes algumas leituras que mantenho ainda incompletas. Com o tempo voltarei a regularizar o meu ritmo de leitura e acompanho frequentemente as leituras da minha filha que com 9 anos tem um gosto por livros e pela escrita que eu, devo confessar, não tinha com a idade dela. Por agora estou a gostar do papel de “pai pela primeira vez” que não quer perder nada do crescimento do seu filho.

Como defines a tua relação com os livros?

Confesso que não sou um leitor compulsivo. Leio quando sinto falta ou quando algum livro me “chama”. De banda desenhada a biografias passando pelos romances, por necessidade de distracção ou de (in)formação. Diria portanto que somos “Amigos Coloridos”. É frequente passear pelas livrarias e procurar que algum livro me “chame”, depois folheio, leio um pouco e decido se tem potencial para me conquistar. Há vezes que corre bem e fica uma relação para a vida, outras, raras, que corre mal e ficamos pelo primeiro encontro.

Quando acabas de ler um livro, o que fazes?

Depende da experiência de leitura.
Se gostar muito procuro tudo o que o mesmo autor tenha publicado, comento, escrevo sobre o livro e claro, quando se proporciona, converso com amigos que também gostam de ler.
Se não gostar assim tanto, guardo o livro e faço um período de “luto”.
Gosto sempre de espaçar as leituras para ter tempo de digerir o anterior.

Qual o teu género literário preferido?

Tenho sempre dificuldades em responder a este tipo de perguntas de forma absoluta.
Gosto de romances, como gosto de banda desenhada ou crónicas. Gosto de ler e gosto de qualquer texto bem escrito.
Entenda-se que o estar bem escrito é algo muito subjectivo e não me refiro à correcção semântica e de sintaxe.
Do meu ponto de vista estar bem escrito é transmitir de forma simples mas eficiente a ideia ou imagem que se pretende. É fazer sentir e ver. É fazer-nos viajar.
Gosto de textos que me façam sentir, pensar e que vivam mais além do momento em que os li.

Como Engenheiro Informático, os livros têm sido uma ferramenta importante para estudares e te inspirares?

Dificilmente um livro técnico de informática se torna uma leitura interessante. Hoje em dia, a velocidade do desenvolvimento nas diferentes áreas é elevada o que, rapidamente, torna as informações obsoletas. Para estudo e informação os suportes virtuais são mais apropriados. De qualquer forma existem sempre livros cujo interesse vai mais além do que o simples repositório de informação, definem estratégias, modelos de trabalho ou desenvolvimento e esses sim vale a pena ler.

De que forma é que a informática e a literatura se cruzam na tua vida?

A minha área de formação é a programação e sempre a entendi como a escrita numa língua capaz de ser interpretada por máquinas. É também, à sua maneira, literatura. Também existem regras semânticas e de sintaxe e, de igual modo, existem códigos de programação bem e mal escritos, fáceis e menos fáceis de ler e interpretar.

O pragmatismo e capacidade de abstracção necessários para escrever um programa informático ajudam-me a encontrar soluções semelhantes para a escrita de textos. Ainda assim, e mesmo com todas as semelhanças que encontro, a literatura (leitura e escrita) surge como ferramenta de relaxamento e que me permite fugir da pressão criada pela informática e não só.

De forma geral, achas que os Portugueses têm bons hábitos de leitura?

A percepção que tenho é que temos dois grandes grupos, leitores compulsivos e não-leitores. Vejo muitas pessoas a ler, mas também muitas pessoas com total aversão a livros. Mas não tenho noção para que lado pende a balança. Acho sim que a maior parte das pessoas não valoriza o suficiente os livros e, portanto, talvez não haja bons hábitos de leitura precisamente porque não está claro para todos a importância dos mesmos. Por outro lado vivemos na era do imediatismo, dos “fast” tudo e um livro é para se ler devagar. Está portanto em desvantagem nos dias que correm…

Na tua opinião, o que pode ser feito a nível promocional e cultural para se dar a perceber a importância da literacia e da leitura em Portugal?

Necessitaria de ter um conhecimento muito mais profundo da realidade para não correr o risco de estar a dizer barbaridades, mas como gosto de arriscar… Na educação, a obrigatoriedade de ler esta ou aquela obra parece-me um erro. Como alternativa dever-se-ia introduzir os livros às crianças como um mundo de diferentes opções que podem tomar. Permitiria que cada um escolhesse o caminho em que se sente mais confortável para se iniciar na leituras. Permitir que o livro os “chame” para que, com o tempo, sejam eles a chamar os livros. Ainda na escola, fundamental é corrigir o que de errado se passa com o português escrito e falado. Esquecer acordos ortográficos bacocos e pseudo-uniformizações desnecessárias. Focar atenção no prazer de escrever e escrever bem, de falar e falar bem, este é um passo fundamental para defender a nossa língua. Para uma intervenção mais global, trazer os livros para um patamar menos intelectual e menos elitista. Incentivar conversas mais simples sobre livros, fazer sentir a qualquer pessoa que não é necessário ser imensamente culto para poder ler e falar sobre o que se lê.

Tens alguma história interessante para partilhar sobre os teus livros?

Sejam os livros que li, seja o que escrevi, alimentam sempre histórias interessantes, que mais não seja pelo impacto que provocam em mim. Se essas histórias ou efeitos são interessantes para os restantes é que já me levanta algumas dúvidas! De qualquer forma arrisco uma curiosidade sobre os meus escritos e a minha relação com eles. Ao reler os textos tenho, frequentemente, a sensação de não ter sido eu o autor. Isto provoca um sentimento quase narcisista – “Gosto do que este tipo escreve!”. Talvez a escrita me leve para um outro eu que escreve para mim próprio. A verdade é que o meu processo de escrita é egoísta, escrevo para mim e por mim. Nesse sentido, a publicação do Volta Amanhã foi, sem dúvida, um ponto de viragem. Quem sabe não lhe tomo o gosto?!
Que percurso percorreu o Volta Amanhã até finalmente chegar às bancas?Posso dizer que o Volta Amanhã nasceu por acaso ou melhor, por uma sequência de acasos. Não digo que seja um “filho” não desejado mas foi um “filho” inesperado.

Começou com mais uma publicação no meu blog, em Outubro de 2012, um texto que acabou por ser o primeiro capítulo do livro mas que nasceu para ser filho único. No entanto, fez com que a história se formasse na minha cabeça e durante os seguintes seis meses, em trinta e nove momentos, surgiram os restantes capítulos do livro, sempre em forma de publicações no blog. Seguiram-se dois anos de estágio em blog e em ficheiro de Word que ao texto não lhe emprestou qualquer alteração mas ao autor permitiu tornar mais sólida a ideia de tentar a publicação.
Vencida a barreira da timidez, sem que ninguém tivesse conhecimento e após uma breve revisão, submeti o texto à editora. Em poucos dias tinha uma proposta no email e as portas abertas para a publicação.
Faltava “apenas” a revisão, três passagens por completo ao texto e muitas mais parciais, alterações de forma mas não de conteúdo, vírgula aqui, vírgula acolá, reescrevi o último capítulo e tomei consciência que é esta a parte mais complicada de todo o processo, a revisão. O resto foi simples, definir capa com ilustração feita “à medida”, pormenores de paginação, impressão, preparar o lançamento e quando acordei já o Volta Amanhã tinha visto a luz do dia.

Psicanálise dos contos de fadas (1976), Bruno Bettelheim

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Em ‘Psicanálise dos contos de fadas’, Bruno Bettelheim faz uma radiografia das mais famosas histórias para crianças, arrancando-lhes seu verdadeiro significado. O autor mostra as razões, as motivações psicológicas, os significados emocionais, a função de divertimento, a linguagem simbólica do inconsciente que estão subjacentes nos contos infantis.

Apreciação

Bruno Bettelheim era psicólogo infantil e continua a ser reconhecido pelo trabalho relacionado com a psicanálise, Freud e o acompanhamento de crianças com perturbações. O seu livro ‘Psicanálise dos contos de fadas’ foi lançado em 1976 e, desde então, tem constado nas mesas-de-cabeceira de pais, terapeutas, educadores, psicanalistas e outros tantos com interesse no desenvolvimento das crianças. Como é que é possível que, quase 40 anos depois, esta obra continue a ser reconhecida internacionalmente e que seja respeitada ao ponto de gerações de famílias conhecerem e aplicarem a sua informação?

Comecemos devagarinho: resumidamente, a psicanálise é o conjunto de teorias e terapias psicológicas, bem como de técnicas associadas, criada por Sigmund Freud e que, ao longo dos anos, tem sido continuamente estudada e revista de acordo com várias perspectivas e correntes. Recorrendo à psicanálise e ao estudo do que determina a personalidade e comportamentos de uma pessoa, Bruno Bettelheim afunila as suas técnicas e práticas e foca-se na importância dos contos de fadas no crescimento das crianças. Desta forma, num único livro, o autor consegue espelhar a importância que estas histórias têm no desenvolvimento das pessoas na infância e na sua saúde mental.

Porquê os contos de fadas?

Porque estas histórias não deixam nada ao acaso. Eu, que sou ávida leitora e consumidora de filmes de série B, tenho procurado constantemente obras que não se restrinjam à narração de uma história. Curiosamente, descobri que os contos de fadas são muito mais do que simples histórias com final feliz. São significados escondidos que nos enriquecem (isto em termos de Comunicação é fabuloso!).

Para nos mostrar a importância dos contos de fadas nas várias fases da infância, e respectivas problemáticas associadas, Bettelheim é muito pragmático: entre todos aqueles que escreveram ou adaptaram contos de fadas, são os irmãos Grimm que melhor constroem os contos para que os jovens leitores encontrem e resolvam os seus conflitos interiores. Os dois irmãos, linguistas e escritores, editaram dezenas de histórias cuja estrutura foi calculadamente criada para enriquecer a narrativa e para permitir a identificação por partes dos pequenos leitores.

Vejamos: as crianças têm, em simultâneo, uma visão muito ingénua (pouco experiente) do mundo e formas muito simples de encarar a realidade. Os bons são bons e os maus são maus. Os bons precisam de ser recompensados e o maus de ser castigados. Não é à toa que uma criança não se aflige com a madrasta de Branca de Neve que é castigada até à morte:

No momento em que entrou no salão, reconheceu Branca de Neve e ficou tão apavorada que nem conseguiu mexer-se. Mas já tinham mandado calçar-lhe dois sapatinhos de ferro na brasa. Alguém os tirou de lá com umas tenazes e os pôs diante dela, a qual foi obrigada a calçar os sapatinhos em brasa e dançar até cair morta.

Afinal, que estrutura possuem os contos de fadas?

De acordo com Bettelheim, para ser eficaz, um conto de fadas deve ser composto por fantasia, recuperação, fuga e consolação e recuperação. Se um conto de fadas responde a estes critérios, a criança deverá identificar claramente um problema, identificar-se com a personagem principal, projectar a sua vida (familiar, por exemplo) na história ao detectar elementos em comum, encontrar uma solução para o seu problema e sentir-se realizada, afastando a angústia.

O que esta obra nos diz é que uma criança que se sinta abandonada pelos pais ou substituída pelos irmãos ou um jovem adolescente que tenha dúvidas sobre a sua vida íntima podem, via contos de fadas, encontrar uma forma simples, eficaz e saudável de resolver as suas dúvidas e angústias. Como? Na prática, é simples. O autor aconselha os pais a aproximarem-se dos seus filhos e a criarem rotinas de leitura antes de irem dormir, por exemplo. Escolhendo uma história à qual a criança responda positivamente e de forma entusiasmada, o pai ou mãe estão a envolver-se na vida privada da criança de forma subtil e a ajudá-la a tornar-se um adulto emocional e mentalmente mais saudável. Se há obstáculos a ultrapassar relacionados com o complexo de Édipo, por exemplo, ou sobre a mudança no corpo das raparigas, algumas das histórias podem ser seleccionadas para permitir que a criança se resolva a si própria.

Todos temos exemplos para dar sobre pessoas com que lidamos ou mesmo sobre nós próprios: quantas vezes não se vê um filme até à exaustão? Quantas vezes não repetimos o mesmo livro? Por vezes, nem é possível explicar tamanho interesse em dada história mas, à semelhança do que acontece nos contos de fadas, muitas vezes estamos a procurar e encontrar significados inconscientemente e a resolver algumas questões que, maioritariamente, nem sabemos que existem. É por este motivo que não só Bettelheim defende os contos de Grimm, como explica ao pormenor a estrutura e os elementos constantes nestas histórias. O Eu, os nossos impulsos mais primitivos e a pressão social (id, ego e superego) são, digamos, os elementos que compõem a nossa personalidade e definem os nossos comportamentos. Analisando criteriosamente cada uma das situações em que as personagens dos contos de fadas estão envolvidos, e enquadrando-os ainda num contexto social e familiar em particular, o autor explica porque as pessoas agem como agem e porque é que estes contos os podem ajudar a conhecer-se melhor a si próprio.

O livro 

De forma geral, percebemos claramente o quão acerrimamente o autor defende os irmãos Grimm e o quão desgosta de Perrault, outro autor que desenvolveu contos ao longo da sua carreira. Na verdade, muitos dos contos deste último acabam por ser adaptações fracas dos irmãos Grimm e que não respondem à estrutura necessária que confere um resultado terapêutico à leitura. Enquanto na India há prisioneiros e doentes mentais a quem são dados contos de fadas como forma de terapia, numa perspectiva ocidental os contos de Perrault são consideradas adaptações fracas pelos psicanalistas– em semelhança às da Walt Disney, que não só ignoram alguns dos elementos mais importantes da narrativa, como se focam em mensagens superficiais sem qualquer tipo de ‘conteúdo útil’.

O livro está organizado em duas partes: na primeira, Bettelheim define os conceitos inerentes aos contos de fadas, aos efeitos terapêuticos nas crianças e aos vários problemas com que as crianças e jovens se deparam, consciente ou inconscientemente; na segunda, é feita a análise a alguns dos contos de fadas mais conhecidos (sobretudo devido às várias adaptações existentes), detalhando cada um dos aspectos presentes nas respectivas narrativas. De forma geral, uma das críticas feitas a Bettelheim é precisamente a limitação nas interpretações que as histórias podem ter: na verdade, há tantas interpretações como há crianças.

A título exemplificativo, deixo-vos um excerto retirado do livro – uma brevíssima análise feita à alguns elementos da Branca de Neve:

Aqui a história propõe os problemas a resolver: inocência sexual, brancura, contrastada com o desejo sexual, simbolizado pelo sangue vermelho. Os contos de fadas preparam a criança para aceitar um acontecimento que seria perturbador: o sangramento sexual, como na menstruação, e posteriormente na relação sexual quando o hímen é rompido. Ouvindo as primeiras frases de Branca de Neve, a criança aprende que uma quantidade pequena de sangue — três gotas (sendo o número três o mais associado no inconsciente com o sexo) — é uma pré-condição para a concepção, porque a criança só nasce depois do sangramento. Aqui, então, o sangramento (sexual) está intimamente ligado ao acontecimento ‘feliz’; sem explicações detalhadas a criança aprende que nenhuma criança — nem mesmo ela — poderia nascer sem sangramento.

Se estão interessados em ler, agora com outros olhos, os contos de fadas dos irmãos Grimm, podem encontrar dezenas deles em português do Brasil aqui mesmo. A edição da ’Psicanálise dos contos de fadas’ que li é recente: é de 2011 e assinada pela Bertrand.

Livros estivais, ou que livros levar consigo nas férias

Literatura ligeira ou pesada? Romances de Verão? Biografias? Títulos recentes ou clássicos? Não perca as sugestões dos livros que o Folhas de Papel recomenda para este Verão. Basta clicar por cima do título para ver a capa na íntegra.

Passatempo – Livro ‘Volta amanhã’

Em colaboração com Ricardo Amaro, o Folhas de Papel tem um exemplar do novíssimo ‘Volta Amanhã’, cujo lançamento foi a 18 de Julho. Editado pela Chiado Editora, este é o primeiro livro do autor e enquadra-se na colecção Viagens na Ficção, no género Romance.


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Ela sorriu enquanto se afastava de regresso ao carro. Num gesto repentino parou, olhou para ele e disse: “Amanhã à mesma hora?” O coração dele disparou, como se a questão que lhe colocava fosse o golpe de misericórdia da sequência inesperada de acontecimentos.

Para se habilitar a ganhar este livro autografado e uma surpresa associada ao ‘Volta Amanhã’, basta seguir 3 passos:

As participações são válidas até 17 de Agosto para residentes em Portugal. O vencedor, seleccionado de acordo com a criatividade da resposta, será contactado até 24 de Agosto por e-mail e o livro será enviado por CTT.

No more Mr Nice Guy, ou como crescer depois de ler um livro

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Embora este livro seja escrito por homens e para homens, chegou-me às mãos com uma forte recomendação: para nos conhecermos melhor a nós próprios, para lidarmos melhor com os outros e para sermos mais felizes, este é o livro ideal. Mas calma! Embora se trate de um livro que se enquadra perfeitamente no género de auto-ajuda, a verdade é que a abordagem por que o autor opta é muito pragmática e linear, utilizando recorrentemente técnicas de aconselhamento psicológico que ajudam as pessoas a entender-se melhor. De forma resumida, é como tratar-se por alta recreação, sem ir a um psicólogo.

Este livro dirige-se sobretudo a quem:

  • Tem dificuldades em ultrapassar problemas relacionais com a sua família, nomeadamente pais, durante a infância;
  • Possui características de Mr Nice Guy ou seja, a pessoa que tenta agradar a todos e que se deixa sempre para último lugar;
  • Lida mal com situações de stress e de confrontos verbais, optando sempre por culpabilizar os outros e ‘o mundo’ pelos seus problemas, vitimizando-se;
  • Tem uma tendência para manipular e para utilizar todos os meios para chegar a um fim;
  • É pai e tenta encontrar a melhor forma de educar os seus filhos num ambiente saudável e feliz.

Robert A. Glover é terapeuta familiar e desde que lançou, em 2015, o programa para ajudar a tornar homens inseguros e incapacitados em determinadas áreas da sua vida em homens íntegros, seguros e mais felizes.

Sinopse (tradução livre): Publicado originalmente em formato e-book que rapidamente se tornou um fenómeno mediático, No More Mr. Nice Guy! tornou o seu autor, um terapeuta matrimonial e familiar certificado, numa estrela. Dr. Robert Glover define a “síndrome Mr Nice Guy” como a adopção de um comportamento  por uma pessoa para agradar aos outros, ignorando as suas próprias necessidades e causando em si uma profunda infelicidade e ressentimento. Assim, não admira que os Nice Guys, que não se sentem realizados, canalizem a sua frustração para terceiros e pessoas de quem gostam, explica o autor. Neste livro, explica como estes homens podem deixar de procurar aprovação e a começar a encontrar o que procuram na vida, organizando a informação de forma estruturada e conferindo-lhes ferramentas para garantir que as suas necessidades são satisfeitas ao expressar as suas emoções, ter uma vida sexual feliz, a aceitar a sua masculinidade e a criar relacionamentos importantes com outros homens, vivendo a vida com todo o seu potencial.

Curiosos? O livro está integralmente aqui e pode ser acedido gratuitamente.