O que procuramos?

Quando entramos numa livraria, quando abrimos um livro, quando folheamos centenas de páginas, o que procuramos? O que esperamos quando estamos prestes a entrar num mundo que não o nosso, a conhecer histórias de outras pessoas, tradições de outras culturas, teorias de grandes pensadores e estudiosos?

O que define, afinal, aquilo que os leitores buscam quando lêem? Não obstante o tipo de leitura que fazemos (especializada, romanceada, ficcional, técnica, etc…), onde nasce para nós a importância da leitura?

Vem de tempos remotos a necessidade humana de desenvolvimento intelectual e de conhecimento, preenchendo vazios que julgávamos não existir. A sagacidade de um é a necessidade de outro, pelo que estudos, teorias e ensaios conseguem completar, pelo menos temporariamente, o desconhecimento de informação sobre dado assunto. Por seu lado, autores de romances, de histórias infantis, ficcionais e que tenham, de qualquer forma, a utilização da imaginação e da criatividade, sabem que os leitores precisam de sentir que qualquer enredo precisa de se tornar minimamente real.

Na minha opinião, livros de Nicholas Sparks ou de Paulo Coelho não me dizem rigorosamente nada, visto que a minha atenção recai para aqueles que exprimam sentimentos reais no meio de enredos históricos ou biográficos. Contudo, autores como os acima referidos são muito procurados e possuem êxitos que, no caso do Sparks, por exemplo, tiveram direito a adaptações cinematográficas. Na minha opinião, tratam-se de histórias demasiado simplistas que não completam aquilo que procuro.

Eu sei o que procuro. Em literatura romanceada, biográfica e histórica, procuro conhecer outras culturas, outras formas de pensamento, histórias verídicas de pessoas tão reais como nós, costumes diferentes dos nossos ou, quanto muito, de outras épocas. Adoro livros plenos de suspense que me levem a tentar resolver mistérios ou a debater teorias acerca do desfecho. Por estes motivos, o meu Top Literário inclui livros como “A Terceira Visão”, de Lobsang Rampa; “Os Filhos da Droga”, de Christiane F.; “Ensaio Sobre a Cegueira”, de José Saramago; “Pilares da Terra”, de Ken Follett; a saga de Harry Potter, de J.K. Rowling; “Anjos e Demónios”, de Dan Brown e “Muitas Vidas, Muitos Mestres”, de Brian Weiss.

E vocês, o que procuram?