A Insustentável Leveza do Ser, de Milan Kundera

A Insustentável Leveza do Ser é seguramente um dos romances míticos do século XX, uma daquelas obras raras que alteram o modo como toda uma geração observa o mundo que a rodeia.

Apreciação

Este é um livro que não passa despercebido. Pelo contrário, A Insustentável Leveza do Ser é uma obra que marca pela sua simplicidade, genuinidade e, passando a redundância, pela sua leveza.

No seu conjunto estamos a lidar com conceitos como a liberdade humana, a individualidade, o destino e o amor, num pequeno universo onde a leveza e o peso ditam todos os passos e sentimentos das personagens. Filosoficamente, esta é uma obra que se exprime de uma perspectiva existencial e emocional, com reflexões presumivelmente biográficas.

A passagem que define a leveza do indivíduo é simplesmente de cortar a respiração, definindo-a como o modo de vida levada com uma liberdade desmesurada e sem compromisso, conceito o qual se aproxima das ideias de Jean Paul Sartre sobre a condição humana: este tenta definir e compreender todos os aspectos do existencialismo humano.

A primeira parte do livro – sobre o relacionamento de Tomas e Teresa – possui passagens lindíssimas sobre o existencialismo, naquela que é uma história simples sobre duas pessoas que tanto se unem como se separam, com a maior das paixões. A escrita e a narrativa de Kundera é excepcional, fazendo com que o leitor facilmente se eleve da sua posição e se sinta insustentavelmente leve, o que poucos livros conseguem fazer.

Ficha Técnica

Editor: Dom Quixote
Colecção: Ficção Universal
ISBN: 9789722000024
Ano de Edição/ Reimpressão: 1999
N.º de Páginas: 368
Encadernação: Capa mole