Entrevista a Ken Follett

Um destes dias estava a fazer zapping na tv e tive uma boa surpresa quando dei com uma entrevista de Oprah ao célebre autor Ken Follett, que vou tentar resumir da forma mais fiel possível.

Na década de ’70, Follett passou por várias profissões até assentar como repórter em Londres, embora não fosse grandemente reconhecido. Ao passar por algumas dificuldades financeiras e deparando-se com a necessidade de ter de pagar o arranjo do seu automóvel, o autor aproveitou a sua queda pela escrita para escrever um pequeno thriller e o vender a uma editora pela módica quantia de 200 libras (o que actualmente corresponde a aproximadamente 500 dólares). Por ter tido sucesso, Ken Follett ponderou a possibilidade de ser dedicar à escrita, pelo que o seu interesse pelo thrillers e a sua facilidade de expressão o levaram a escrever enredos mais complexos sobre espionagem.

Contudo, um sonho não o abandonou: escrever acerca da sua paixão sobre igrejas e catedrais. De início, o receio sobre a grandeza deste projecto fez com que adiasse o seu início para mais tarde, período no qual terminou Eye of the Needle. Depois do lançamento deste livro, contactou a editora e falou-lhes da sua ideia, obtendo várias interrogações como resposta: “Será que escrever sobre igrejas no século XII é boa ideia, tendo em conta o sucesso das suas obras anteriores?”. Mesmo assim, Follett arriscou e iniciou Pillars of the Earth.

Este autor, conforme se devem ter apercebido no prefácio desta obra, é muito metódico. Antes de iniciar o primeiro capítulo fez um esboço de toda a obra resumindo todos os capítulos, o que representa um trabalho de preparação de um ano. Só depois Follett começou a escrever o livro. Para tal, afirma que gosta de começar o seu trabalho cinco minutos depois de acordar, quando se sente fresco e pleno de ideias, mesmo que para tal tenha de estar de pijama. Nessa altura, relê o que escreveu no dia anterior, faz as alterações que considera necessárias e recomeça o seu trabalho na redacção de novas páginas.

O nome da obra passou por vários títulos, um dos quais Vaulting, tencionando representar o arco das portadas das igrejas. Contudo, com receio que este nome pudesse induzir os leitores em erro ao se confundir com um desporto inglês, lembrou-se de procurar na Bíblia alguma passagem sobre pilares, visto que considera que qualquer passagem da mesma é bem recebida por parte do público. Na sua pesquisa, encontrou uma frase que afirma que deus repousa a terra sobre pilares, o que o inspirou a recorrer e a decidir por Pillars of the Earth.