Histórias de progressão no tempo

Brian Weiss, nome que não é estranho para os leitores frequentes do Folhas de Papel, é um dos meus autores preferidos. Não digo que acredite naquilo que Weiss conta na sua enorme obra literária, mas as hipóteses que coloca são passíveis de ser acreditadas e conversadas. Estou a ler agora o “Muitos Corpos, Uma Só Alma” (2005), onde o autor experimenta a terapia por progressão a vidas futuras o que, na minha opinião, mesmo que te trate de uma bela história fictícia, não deixa de oferecer uma sensação de leveza e de bem-estar pela ponderação da possibilidade de um mundo como o narrado no excerto que se segue.

Mais que contar histórias de reencarnação, Brian Weiss ajuda-nos a olhar para nós próprios para nos conhecermos melhor. Só por isso, vale a pena. Apreciem.

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Até há poucos meses, naquelas raras ocasiões em que fiz progressões até ao futuro com os meus pacientes, elas limitavam-se habitualmente ao período de tempo das suas próprias vidas. Fiz as progressões apenas quando pensei que o paciente estava psicologicamente forte para lidar com elas. Muitas vezes fiquei tão inseguro como eles acerca do significado das cenas que eles tinham trazido de volta.

No entanto, na Primavera passada, eu estava a dar uma série de palestras num navio de cruzeiro. Em sessões como essas, muitas vezes hipnotizo os meus ouvintes em massa e depois guio-os até uma vida anterior e de volta ao presente. Alguns recuam no tempo, alguns adormecem, outros ficam onde estão sem ficarem hipnotizados. Desta vez, um membro do público – Walter, um homem abastado que é um génio no negócio do software – foi ao futuro por sua conta. Mas ele não se limitou à sua própria vida, saltou um milénio à frente!

Atravessou nuvens escuras para se encontrar num mundo diferente. Algumas das regiões, como o Médio Oriente e o Norte de África, estavam «interditas», talvez devido a danos provocados pela radiação, talvez devido a uma epidemia, mas o resto do mundo era lindo. Havia muito menos pessoas a habitá-lo, por causa de uma catástrofe nuclear, ou de uma praga, ou do decréscimo da taxa de fertilidade. Ele permaneceu no campo e por isso não pôde falar das cidades, mas as pessoas estavam satisfeitas, alegres, até mesmo muito felizes. Disse que não tinha as palavras certas para descrever o seu estado. O que quer que tenha diminuído a população tinha acontecido muito tempo antes. O que ele viu era idílico. Não tinha a certeza da data, mas tinha a certeza de que era a mais de mil anos de distância.