Stephen King, a história

Ao navegar pela blogosfera, deparei-me com um post sobre um livro de Stephen King, que me lembrou de um documentário que vi há umas semanas sobre este autor expert no terror literário.

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De origens muito modestas e com raízes norte-americanas, Stephen King teve um início de carreira muito atribulado, visto que as despesas que tinha eram bastante superiores às receitas que tinha. Assim, para além de exercer como professor, começou a criar pequenas histórias para vender a inúmeras publicações pelo que, com o passar do tempo, a sua escrita começou a ser reconhecida. Qual o seu espanto quando, em 1973, conseguiu contrato com uma editora para o lançamento do seu primeiro livro – aquele que é considerado um clássico ainda hoje: Carrie. Fala de uma rapariga com poderes sobrenaturais que luta contra a injustiça no seu liceu, acabando por ser a responsável por um massacre no baile da história depois de ser humilhada em frente aos seus colegas (a passagem no balde com sangue de porco é também uma referência no cinema, pela mão de Brian de Palma). Este livro foi um autêntico sucesso e tornou-se na porta de entrada de King no mundo literário de forma permanente.

Com o passar do tempo, dezenas de livros foram lançados pelo autor, sendo que, grande parte deles foi adaptado para cinema, visto que os seus enredos assustadores e plenos de terror psicológico fizeram das suas histórias as delícias dos realizadores cinematográficos que trabalham este género. Filmes como “The Shining” (Stanley Kubrick), Misery (Rob Reider), Shawshank Redemption (Frank Darabont) e The Green Mile (Frank Darabont) foram sucessos de bilheteira e ajudaram Stephen King a posicionar-se cada vez mais como autor de histórias terríficas e com finais surpreendentes. Na minha opinião, penso até que é isto que melhor o caracteriza, embora o autor seja considerado como o responsável do nascimento e crescimento do género do horror.

O seu “segredo”, segundo King afirma, é a adaptação de medos e histórias reais em contos. Tendo em conta a sua infância difícil, os problemas relacionais e algumas situações com que se deparou ao longo de sua vida, Stephen King acredita que a sua inspiração e imaginação são despoletadas por momentos vividos e, a partir daí, deturpados e trabalhados de forma a adquirirem consistência e o ajudarem a lidar com os mesmos.

A história de que mais gosto de Stephen King (e considerando que conheço a sua obra via cinema), é “O Nevoeiro” (Frank Darabont) : um homem e o seu filho, com outras dezenas de pessoas, são encurralados numa loja quando um estranho e mortífero nevoeiro invade a cidade. Totalmente opaco, este nevoeiro permanece durante dias na povoação e está pejado de seres prontos para atacar quem quer que esteja desprotegido.

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