Mulherzinhas, de Louisa May Alcott

Uma colecção dos grandes clássicos num formato pequeno e acessível. As obras-primas de autores portugueses e estrangeiros ao alcance da juventude.

Apreciação

“Mulherzinhas” é considerado um livro de leitura quase obrigatória, sobretudo pelas inúmeras referências que o título tem na televisão, no cinema e na música. Assim, quis matar a curiosidade e descobrir finalmente o porquê de tanto reboliço e de tantas lágrimas.

Considerado como um livro dramático e inesquecível (um dos melhores para jovens), “Mulherzinhas” deixou-me um pouco desapontada desde a primeira página. Embora se trate de literatura juvenil, fiquei espantada por a narração ser tão simples e tão pouco dotada de energia o que, aliado às personagens idílicas numa família muito modesta mas perfeita, me pareceu que se tratava de uma obra demasiado perfeita para ser credível. Sendo a realidade e as emoções humanas e quotidianas o que mais me cativa na literatura, pareceu-me que a narrativa seria um pouco floreada e trabalhada demais para uma história tão simples.

Mas sem dúvida que se trata de um livro terno, afectuoso e pleno de boas intenções, no qual as quatro filhas lidam com a infância e a adolescência durante a ausência do pai na guerra. As personagens têm personalidades muito próprias e características que as diferem claramente entre si. Com o passar do tempo, tornam-se cada vez mais complexas e com dificuldade em gerir a vida de adultos, mergulhadas numa teia de emoções e de decisões que acreditam ser as melhores para si e para os seus. É dramático, certamente, sobretudo a noite do desfalecimento de Beth… mas penso que teria apreciado mais se o tivesse lido ainda na adolescência para partilhar os sentimentos característicos dessa fase.

Ficha técnica

Edição/reimpressão: 2001
Páginas: 192
Editor: Verbo
ISBN: 9789722220569