Presença portuguesa em Antuérpia recordada em livro

A presença de Portugal em Antuérpia nos séculos XVI e XVII é o mote para um livro agora editado que procura explicar a marca portuguesa na cidade belga e no seu desenvolvimento urbano, artístico e comercial.

“Portugal & Antwerpen”, de Anne Quataert e Frédéric Wille, pretende ser um guia explicativo da presença portuguesa na segunda maior cidade da Bélgica, e a maior da região de Flandres, entre 1500 e 1648: à época, Antuérpia tinha o maior porto comercial de produtos do Oriente na Europa, em particular de especiarias.

Com edição trilingue – português, francês e neerlandês -, “Portugal & Antwerpen” é uma co-edição da embaixada de Portugal e da Orfeu, com o apoio do Instituto Camões, e o seu lançamento, na quarta-feira, é um “orgulho para Portugal e para Antuérpia”, disse à agência Lusa o embaixador português, Vasco Bramão Ramos.

“Durante mais de três séculos as relações entre Portugal e esta região foram intensíssimas do ponto de vista comercial e cultural”, sublinhou Vasco Bramão Ramos, que cessou funções em 31 de julho deste ano.

Em declarações à Lusa à margem da apresentação do livro, o ainda embaixador em funções realçou que esta é uma obra de “leitura fácil” e que permite aos “visitantes ou residentes percorrerem a cidade e terem a noção da presença portuguesa” em Antuérpia.

Notícia publicada no DN online a 10.11.2011.

“A qualidade das relações” entre Portugal e Antuérpia “merece ser homenageada”, nomeadamente porque o país, por via de figuras como Tomé Lopes, João Brandão, Rui Almada ou Amato Lusitano, “humanizou muito as relações comerciais” que eram o prato forte das atividades na cidade.