Cinco à quinta

Cinco à quintaQue tipo de leitura prefere? Os livros que mais me entusiasmam e que leio mais vezes são os de ficção literária, voltada para a vertente de Fantasia / Ficção científica. Também leio muita banda desenhada, especialmente manga (BD japonesa), embora no último ano esteja mais voltada mesmo para a ficção literária. Contudo, sempre que posso, gosto de folhear livros de não-ficção sobre mitologia e artes, assim como livros sobre a natureza.

O que procura quando escolhe um livro? Depende muito do dia que for, da minha disposição, do tempo que planeie ter nos próximos tempos para ler. Enfim, depende de muitos factores. Mas por norma quando termino um livro sei mais ou menos o que quero ler a seguir. O que tenho feito este ano é tentar alternar entre clássicos / autores portugueses / livros que me foram dados / sequelas de livros que já li. E tenho conseguido manter um certo equilíbrio entre estes quatro, lendo nos intervalos algumas BDs e esporadicamente livros que não se encaixam em nenhuma destas ‘categorias’ mas que, por uma ou outra razão, tenho vontade de ler.

O que admira num autor? Não sou leitora de se ligar muito aos autores (fora os portugueses, com quem tenho um pouco mais de contacto), pois tento sempre separar a pessoa da obra e, para mim, é isso que funciona. Quando misturamos o prazer de uma obra literária com o rosto que está por trás, acabamos por muitas vezes ficar com sentimentos mistos. Uma obra que até é muito boa pode parecer-nos muito má só porque o autor é mal-educado. E por outro lado uma obra medíocre passa a ser melhor só porque nos damos bem com o autor. Dessa forma tento não me deixar influenciar pela pessoa-autor enquanto estou a ler qualquer livro. No entanto posso dizer que o que mais admiro num/a autor/a é a humildade. Pois por melhor que se seja naquilo que se faz, há sempre algo mais a aprender.

O que pensa dos hábitos de leitura dos portugueses em geral? Sinceramente acho que o português comum NÃO tem hábitos de leitura e isso entristece-me. Embora nos últimos anos tenha notado uma maior adesão (nomeadamente vê-se mais pessoas a ler no comboio), a verdade é que a maioria dos portugueses nem um livro lê por ano. Posso estar enganada mas acho que isto vem já da escola. Sei que agora as coisas estão um pouco diferentes, mas quando eu frequentava a escola, nós tínhamos de ler as leituras obrigatórias (o que para mim foi um suplício a maior parte das vezes), mas por outro lado os professores não diziam aos alunos para lerem outras obras, nem os apoiavam nessas leituras. Pelo menos eu senti isso. E o que acho que também não ajudava nada a criar hábitos era o facto de escrutinarmos as obras nas aulas. Acho ridícula a forma como obrigam os alunos a analisar frase a frase, verso a verso. Acredito que os autores quando escreveram as obras não queriam dizer metade do que nos querem fazer crer na escola.
Falo por mim, porque só comecei a ler com paixão alguns anos depois de deixar a escola. Antes disso gostava de livros, mas não lia muito. E a razão porque gostava de livros era culpa da minha mãe e não da escola que deveria, julgo eu, ser um grande motor de incentivo para criar leitores para a vida.

Qual o seu livro preferido? Porquê? Digo isto muitas vezes e de todas as vezes me soa estranho. A verdade é que não tenho UM livro que possa dizer que é o meu favorito. Tenho vários livros que adoro e que releria com prazer, mas não tenho um que possa apontar como favorito. No entanto, algumas obras das que gosto muito são: “As Cidades Invisíveis” de Italo Calvino; “Sunshine” de Robin McKinley; “Harry Potter” de J.K. Rowling; “A Loja dos Suicídios” de Jean Teulé; “Onze Minutos” de Paulo Coelho.

Participante: Ana C. Nunes, blogger.
Site: Floresta de livros

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