O caderno de Maya, de Isabel Allende

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Um passado que a perseguia. Um futuro ainda por construir. E um caderno para escrever toda uma vida.

“Sou Maya Vidal, dezanove anos, sexo feminino, solteira, sem namorado por falta de oportunidade e não por esquisitice, nascida em Berkeley, Califórnia, com passaporte americano, temporariamente refugiada numa ilha no sul do mundo. Chamaram-me Maya porque a minha Nini adora a Índia e não ocorreu outro nome aos meus pais, embora tenham tido nove meses para pensar no assunto. Em hindi, Maya significa feitiço, ilusão, sonho, o que não tem nada a ver com o meu carácter. Átila teria sido mais apropriado, pois onde ponho o pé a erva não volta a crescer.”

Apreciação

“O caderno de Maya”, editado recentemente em Portugal, é mais uma das obras promissoras de Isabel Allende. O livro é narrado na primeira pessoa e conhecemos a história através do diário de Maya, uma jovem de dezanove anos com um percurso mais do que doloroso na sua adolescência. O diário é escrito pela protagonista em Chiloé, uma ilhota chilena onde a rapariga se refugia para fugir ao passado que a persegue, pelo que somos apresentados gradual e intercaladamente ao seu dia-a-dia na ilha e ao seu percurso errante na adolescência, que a leva ao submundo de Las Vegas. Com estas intercalações senti algumas quebras no ritmo da história ao longo de todo o livro, visto que ambas as realidades que nos são descritas têm compassos diferentes e são abruptamente interrompidas quando Maya muda de assunto no diário.

Maya é uma rapariga criada pelos avós, altamente mimada e adorada e com uma vida estável, considerando o afastamento dos pais na sua educação. No liceu, como qualquer jovem imberbe, Maya sente a necessidade de se afirmar junto do seu grupo social, o que a leva a mergulhar no mundo da droga e dos pequenos delitos. Digamos que se trata de uma Christiane F. da Califórnia que, por sua vez, também se perdeu neste submundo devido a problemas no círculo familiar e à necessidade de afirmação junto dos seus amigos. Após bastantes percalços, as circunstâncias levam Maya a tentar tomar as rédeas do seu próprio rumo e a fugir para Las Vegas, onde a espera um mundo de drogas, falsificação de dinheiro, prostituição e maus tratos.

Li alguns dos livros de Isabel Allende e conheço a forma como a autora retrata as suas personagens femininas: fortes, determinadas, apaixonadas. Contudo, nada me preparava para o que encontrei neste livro, visto que a sinopse não desvenda minimamente a história nem eu, por determinação, procurei descobrir muito sobre o livro antes de o começar. Por esses motivos, posso afirmar que, para mim, “O caderno de Maya” foi uma autêntica caixinha de surpresas.

Qual a moral que podemos retirar da história? Que conclusão, afinal, poderíamos tirar para resumir o livro a alguém que nos peça a opinião? “O caderno de Maya” espelha as dificuldades da adolescência e o super-conhecimento que os jovens têm acerca do mundo, o que é contradito pela cegueira na escolha de companhias e nas formas de auto-expressão e de afirmação pessoal. Reflecte ainda sobre a influência da infância e da vida familiar na adolescência, nomeadamente nos processos de tomada de decisão e na incapacidade de antecipação de acontecimentos e reacções devido à inexperiência de vida, própria da idade. E debate também sobre a luta pela sobrevivência e pela dificuldade de auto-análise em casos onde a pessoa não consegue alcançar a perspectiva necessária para se avaliar a si própria ou às situações em que se envolve. Na verdade, todos estes obstáculos acabam por ser bons temas de ponderação depois de o livro terminar e, diga-se, é sempre agradável que a história nos deixe este rasto e se prolongue no tempo. Recomendo!

Se Salvador Allende defendeu o Chile com a vida, Isabel Allende, sua sobrinha, defende-o até hoje com as suas palavras.
Joana Emídio Marques, Diário de Notícias

No estilo único de Isabel Allende, este é um livro sobre como o regresso ao passado e a redescoberta de nós próprios podem ser a nossa única salvação.
Ana Daniela Soares, Antena 1

O Caderno de Maya marca o regresso da aclamada escritora e não pode deixar de ser devorado página a página.
Destak

No novo livro aborda mais um drama a que a sua família não escapou: desta vez, a viagem é ao mundo da droga.
Nova Gente

Um livro para pôr os pés na terra e voar com a imaginação.
Fnac.es

Ninguém conta histórias sobre mulheres fortes de um modo tão apaixonante como Isabel Allende.
Cosmopolitan

A escrita de Isabel Allende é (…) criativa, divertida e convincente. As suas personagens são fascinantemente detalhadas e humanas.
People

Instantaneamente sedutora, luxuosamente sensual e descaradamente romântica.
Chicago Sun-Times

Ficha técnica

Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 360
Editor: Porto Editora
ISBN: 978-972-0-04384-9
Idioma: Português