Sugestão de fim-de-semana * Weekend suggestion

Ir a uma feira de antiguidades.
Go to an antiques fair.

Terminar aquele filme.
Finish that movie.

E ler um livro.
And read a book.

Анна Каренина (a.k.a Anna Karenina, 1873, Russia), Lev Tolstoi

«Embora seja uma das maiores histórias de amor da literatura mundial, Anna Karénina não é apenas um romance de aventura. Verdadeiramente interessado por temas morais, Tolstoi era um eterno preocupado com questões que são importantes para a humanidade em todas as épocas. Bom, há uma questão moral em Anna Karénina, embora não aquela que o leitor habitual possa crer que seja. Esta moral não é certamente o ter cometido adultério, Anna pagou por isso (num sentido vago pode dizer-se que é esta a moral do final de Madame Bovary). Não é isto, seguramente, por razões óbvias: se Anna ficasse com Karenin e escondesse do mundo o seu affair, não pagaria por isso primeiro com a felicidade e depois com a própria vida. Anna não foi castigada pelo seu pecado (podia muito bem ter-se safado deste) nem por violar as convenções da sociedade, muito temporais como aliás são todas as convenções e sem ter nada a ver com as eternas exigências da moralidade. Qual era então a «mensagem» moral que Tolstoi queria passar neste romance? Entendemo-la melhor se olharmos o resto do livro e compararmos a história de Lévin e Kiti com a de Vronski e Anna. O casamento de Lévin é baseado num conceito metafísico, não apenas físico, do amor, na boa-vontade e no sacrifício, no respeito mútuo. A aliança Anna-Vronski é fundada apenas no amor carnal e é aqui que reside a sua ruína.» Do Posfácio, de Vladimir Nabokov

_____________

Anna Karenina tells of the doomed love affair between the sensuous and rebellious Anna and the dashing officer, Count Vronsky. Tragedy unfolds as Anna rejects her passionless marriage and must endure the hypocrisies of society. Set against a vast and richly textured canvas of nineteenth-century Russia, the novel’s seven major characters create a dynamic imbalance, playing out the contrasts of city and country life and all the variations on love and family happiness. While previous versions have softened the robust, and sometimes shocking, quality of Tolstoy’s writing, Pevear and Volokhonsky have produced a translation true to his powerful voice. Beautiful, vigorous, and eminently readable, this Anna Karenina will be the definitive text for generations to come.