Segunda guerra mundial * WWII

Independentemente de ser considerado um tema negro, os registos da segunda guerra mundial têm servido de base para vários romances históricos, cada qual com características muito particulares e com muito sucesso entre leitores de todo o mundo. Da vasta variedade que este tema sugere, escolhi alguns dos títulos que têm feito furor entre os apreciadores deste tipo de leitura.

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Even that is considered a dark theme, the records about world war II have inspired authors to publish a large amount of historical novels, which one with very particular characteristics and with much success among readers all around the world. Of the large variety of books this theme suggests, I’ve chosen the ones that have been more appreciated by readers of this type of literature.

Śmierć Miasta (a.k.a. Death of a city and O Pianista, 1945), Władysław Szpilman

Este é relato extraordinário, escrito na primeira pessoa, da impressionante sobrevivência de Szpliman durante os quase seis anos que viria a durar a Segunda Guerra Mundial. É refugiando-se nas ruínas do ghetto judeu que consegue iludir a morte, através da sua inteligência, do seu grande amor à música, da sua inquebrantável vontade de viver, e da generosa ajuda de um oficial alemão. Formando um contraste quase surrealista com o cenário que o envolve – Varsóvia está mergulhada no terror nazi, devastada -, Szpilman, que perdeu todos aqueles que lhe eram mais queridos, transmite-nos um testemunho notável da força de um homem, que é também o de toda a humanidade, para resistir ao desespero da barbárie, numa profunda celebração da beleza, da reconciliação e da vida.

Named one of the Best Books of 1999 by the Los Angeles Times, The Pianist is now a major motion picture directed by Roman Polanski and starring Adrien Brody (Son of Sam). The Pianist won the Cannes Film Festival’s most prestigious prize—the Palme d’Or. On September 23, 1939, Wladyslaw Szpilman played Chopin’s Nocturne in C-sharp minor live on the radio as shells exploded outside—so loudly that he couldn’t hear his piano. It was the last live music broadcast from Warsaw: That day, a German bomb hit the station, and Polish Radio went off the air. Though he lost his entire family, Szpilman survived in hiding. In the end, his life was saved by a German officer who heard him play the same Chopin Nocturne on a piano found among the rubble. Written immediately after the war and suppressed for decades, The Pianist is a stunning testament to human endurance and the redemptive power of fellow feeling.

Schindler’s Ark (a.k.a. A Lista de Schindler, 1982), Thomas Keneally

História de Oskar Schindler, empresário que, durante a Segunda Guerra Mundial, auxiliava os judeus a escaparem dos campos nazistas de concentração, empregando-os em sua industria e levando-os para fora da Alemanha.

Schindler’s List is a remarkable work of fiction based on the true story of German industrialist and war profiteer, Oskar Schindler, who, confronted with the horror of the extermination camps, gambled his life and fortune to rescue 1,300 Jews from the gas chambers. Working with the actual testimony of Schindler’s Jews, Thomas Keneally artfully depicts the courage and shrewdness of an unlikely savior, a man who is a flawed mixture of hedonism and decency and who, in the presence of unutterable evil, transcends the limits of his own humanity.

The Boy in the Striped Pyjamas (a.k.a. O Rapaz do Pijama às Riscas, 2006), John Boyne

Bruno é um rapaz alemão de nove anos que vive em Berlim com os pais e a irmã mais nova, com um estilo de vida desafogado e pleno de regalias em meados da II Guerra Mundial. Certo dia, é-lhe comunicado que vão mudar de casa, devido ao emprego do pai, para um local que Bruno não conseguesse compreender e interpreta à sua maneira: “Acho-Vil” (Auschwitz) é o local onde mora e “Fúria” (Fuhrer) é o patrão do pai. Assim, Bruno inicia uma viagem intensa e inocente no exterior das vedações do campo de concentração, observando os prisioneiros como se fossem famílias todas vestidas com um pijama às riscas. Um dia, Bruno nas suas explorações no terreno onde habita, acaba por encontrar Schmuel, um rapazinho judeu que está do outro lado a vedação e com que trava amizade sem que ninguém saiba.

Berlin 1942. When Bruno returns home from school one day, he discovers that his belongings are being packed in crates. His father has received a promotion and the family must move from their home to a new house far far away, where there is no one to play with and nothing to do. A tall fence running alongside stretches as far as the eye can see and cuts him off from the strange people he can see in the distance. But Bruno longs to be an explorer and decides that there must be more to this desolate new place than meets the eye. While exploring his new environment, he meets another boy whose life and circumstances are very different to his own, and their meeting results in a friendship that has devastating consequences.

The Book Thief (a.k.a. A Rapariga que Roubava Livros, 2006), Markus Zusak

Quando a morte nos conta uma história temos todo o interesse em escutá-la. Assumindo o papel de narrador em A Rapariga Que Roubava Livros, vamos ao seu encontro na Alemanha, por ocasião da segunda guerra mundial, onde ela tem uma função muito activa na recolha de almas vítimas do conflito. E é por esta altura que se cruza pela segunda vez com Liesel, uma menina de nove anos de idade, entregue para adopção, que já tinha passado pelos olhos da morte no funeral do seu pequeno irmão. Foi aí que Liesel roubou o seu primeiro livro, o primeiro de muitos pelos quais se apaixonará e que a ajudarão a superar as dificuldades da vida, dando um sentido à sua existência. Quando o roubou, ainda não sabia ler, será com a ajuda do seu pai, um perfeito intérprete de acordeão que passará a saber percorrer o caminho das letras, exorcizando fantasmas do passado. Ao longo dos anos, Liesel continuará a dedicar-se à prática de roubar livros e a encontrar-se com a morte, que irá sempre utilizar um registo pouco sentimental embora humano e poético, atraindo a atenção de quem a lê para cada frase, cada sentido, cada palavra. Um livro soberbo que prima pela originalidade e que nos devolve um outro olhar sobre os dias da guerra no coração da Alemanha e acima de tudo pelo amor à literatura.

It’s just a small story really, about among other things: a girl, some words, an accordionist, some fanatical Germans, a Jewish fist-fighter, and quite a lot of thievery. . . . Set during World War II in Germany, Markus Zusak’s groundbreaking new novel is the story of Liesel Meminger, a foster girl living outside of Munich. Liesel scratches out a meager existence for herself by stealing when she encounters something she can’t resist–books. With the help of her accordion-playing foster father, she learns to read and shares her stolen books with her neighbors during bombing raids as well as with the Jewish man hidden in her basement before he is marched to Dachau. This is an unforgettable story about the ability of books to feed the soul.

Myths and Legends of the Second World War (a.k.a Mitos e Lendas da Segunda Guerra Mundial, 2003) James Hayward

Em Agosto de 1940 soou o alarme da invasão. Cerca de 100 «pára-quedistas fantasmas» foram lançados pela Luftwaffe no Norte de Inglaterra. A operação Leão Marinho, nome da planeada invasão alemã às ilhas britânicas, é muitas vezes tratada como um facto histórico, mas na realidade, nunca teve lugar. A Segunda Guerra Mundial deu origem a um conjunto de mitos, rumores, estórias originadas pela propaganda e lendas. Muitas delas ainda hoje persistem na consciência colectiva. Umas são conhecidas, como o «Milagre de Dunkerque» que retrata o desastre de 1940 como uma vitória. Outros continuam por desmistificar. Qual o verdadeiro papel da resistência? São reais os mitos à volta de Hitler? Terá realmente escapado e vivido como monge, pastor ou croupier de um casino em França? As bases secretas dos submarinos alemães – os U-Boats – existiam na costa de Donegal (Irlanda)? Qual a história do homem que nunca existiu? E Rudolf Hess era um agente alemão ou um lunático que aterrou em Inglaterra?

As with the Great War, the Second World War gave rise to a rich crop of legends, many of which persist in the public consciousness even today. Some are well known, like the Dunkirk story, which portrayed the disaster of 1940 as a victory. Others are more obscure like the rumours of a German invasion attempt on the beaches of Norfolk in 1940, a myth that resurfaced in 1992. There are stories of the ‘Manston Mutiny’ during the Battle of Britain, espionage myths that surround the sinking of the battleship Royal Oak at Scapa Flow, the falsehood that no German spies in Britain operated outside MI5’s double-cross system, and the real story behind ‘the man who never was’ (first revealed in 1996). Also covered are the Rudolf Hess story, myths about the nature and true effectiveness of the Resistance movements in Europe, and the true extent of Hitler’s belief in astrology and his quest for the Holy Grail. Myths on land, sea and air are also discussed including the ‘betrayal’ at Dieppe, Nazi U-boat bases in Ireland. Weaving his narrative around a wide range of contemporary documentary sources, James Hayward presents an objective and rigorous analysis of the main myths, legends and popular falsehoods of the Second World War. The result is a new and refreshing perspective on the popular image of the Second World War.

Das Tagebuch der Anne Frank (a.k.a. The Diary of a Young Girl, O Diário, 1944), Anne Frank

Judia alemã, Anne Frank nasceu em 1929 e morreu em 1945. Filha de um comerciante, viveu com a sua família em Frankfurt até que à chegada ao poder do partido nazi se seguiu um agravamento das manifestações de anti-semitismo no país. Em 1941, a família emigrou para Amesterdão, onde Anne passou a viver confinada a um esconderijo. Durante dois anos, escreveu um diário em que relata a experiência da perseguição movida pelos nazis e fala dos terrores que se abatiam sobre os que com ela partilhavam aquele pequeno espaço. A família acabou por ser descoberta e transportada para o campo de concentração de Bergen-Belsen, onde Anne e sua mãe viriam a morrer. O diário de Anne Frank é um dos mais vivos testemunhos do horror que o nosso século conheceu. Encontra-se traduzido em mais de trinta línguas e fez da sua jovem autora um símbolo do sofrimento dos inocentes perante a injustiça. A casa de Amesterdão que albergou a família Frank é hoje um museu.

Discovered in the attic in which she spent the last years of her life, Anne Frank’s remarkable diary has since become a world classic — a powerful reminder of the horrors of war and an eloquent testament to the human spirit. In 1942, with Nazis occupying Holland, a thirteen-year-old Jewish girl and her family fled their home in Amsterdam and went into hiding. For the next two years, until their whereabouts were betrayed to the Gestapo, they and another family lived cloistered in the “Secret Annex” of an old office building. Cut off from the outside world, they faced hunger, boredom, the constant cruelties of living in confined quarters, and the ever-present threat of discovery and death. In her diary Anne Frank recorded vivid impressions of her experiences during this period. By turns thoughtful, moving, and amusing, her account offers a fascinating commentary on human courage and frailty and a compelling self-portrait of a sensitive and spirited young woman whose promise was tragically cut short.

Eye of the Needle (a.k.a. O Buraco da Agulha , 1978), Ken Follett

Este clássico de espionagem ambientado na Segunda Grande Guerra é repleto de tramas mirabolantes e intrigas internacionais. Um brilhante espião alemão, de codinome Agulha, corre contra o tempo para descobrir o segredo dos aliados e aniquilá-los. O espião fará de tudo, até mesmo tentar matar a bela inglesa por quem se apaixona, para conseguir seu intento e ajudar a Alemanha a vencer a guerra. Mas o seu grande engano foi não contar com a perspicácia da mulher. Os dias turbulentos que antecederam o desembarque na Normandia, o famoso Dia D, e um ritmo muito acelerado fazem desse suspense um hipnotizante thriller psicológico. O escritor inglês Ken Follett nasceu em 1949 e estreou na literatura em 1978 com o livro O buraco da agulha. Com formação em filosofia e jornalismo, Follett escrevia ficção como hobby, nos fins de semana. Especialista em suspense e espionagem, passou também a produzir romances históricos no início da década de 1990. Em 1981, O buraco da agulha foi adaptado para o cinema com Donald Sutherland e Kate Nelligan nos papéis principais.

One enemy spy knows the secret if the Allies’ greatest deception, a brilliant aristocrat and ruthless assassin–code name: “The Needle”–who holds the key to the ultimate Nazi victory. Only one person stands in his way: a lonely Englishwoman on an isolated island, who is coming to love the killer who has mysteriously entered her life. Ken Follett’s unsurpassed and unforgettable masterwork of suspense, intrigue, and dangerous machinations of the human heart.