The reader (1995), Bernhard Schlink

Michael Berg, um adolescente nos anos 60, é iniciado no amor por Hanna Schmitz, uma mulher madura, bela, sensual e autoritária. Ele tem 15 anos, ela 36. Os seus encontros decorrem como um ritual: primeiro banham-se, depois ele lê, ela escuta, e finalmente fazem amor. Este período de felicidade incerta tem um fim abrupto quando Hanna desaparece de repente da vida de Michael.  Michael só a encontrará muitos anos mais tarde, envolvida num processo de acusação a ex-guardas dos campos de concentração nazis. Inicia-se então uma reflexão metódica e dolorosa sobre a legitimidade de uma geração, a braços com a vergonha, julgar a geração anterior, responsável por vários crimes.

Perturbadora meditação sobre os destinos da Alemanha, O Leitor, é desde O Perfume, o romance alemão mais aplaudido nacional e internacionalmente. Já traduzido em 39 línguas, a obra foi adaptada ao cinema. Para além disso, este romance foi galardoado em 1997 com os prémios Grinzane Cavour, Hans Fallada e Laure Bataillon. Em 1999 venceu o Prémio de Literatura do Die Welt.

Apreciação

“O leitor” vendeu 500.000 cópias na Alemanha, ficou em 14º lugar na lista dos cem melhores livros alemães e serviu de inspiração para um filme com cinco nomeações para os Óscar. Contudo, continuo sem perceber este sucesso porque, francamente, achei este livro… indescritível.

A contextualização histórica e geográfica é interessante, na medida em que descreve algumas das atrocidades cometidas durante a segunda guerra mundial. Por outro lado, a história é contada a partir de pormenores vagos e rápidos e a narrativa é uma tentativa falhada no que respeita à reflexão e à condição humana. Os capítulos são muito pequenos, com 4 ou 5 páginas, o que permite uma leitura pausada, mas o autor não segue um fio condutor ao longo da história: enquanto descreve uma cena, ora fala do período em que o protagonista se insere, ora anda para a frente no tempo, ora anda para trás. As reflexões do rapaz – mais tarde tornado homem – são de uma filosofia mais do que quotidiana e afastam-se vertiginosamente da capacidade de envolvência de correntes de grandes pensadores.

Esta autêntica desilusão talvez se tenha devido a eu ter acabado de ler um livro excepcional antes ou de estar com vontade de ler livros francamente ricos. Mesmo assim, tenho curiosidade em ver o filme e conhecer o argumento adaptado. Podem aceder ao trailer aqui.

Book description

Hailed for its coiled eroticism and the moral claims it makes upon the reader, this mesmerizing novel is a story of love and secrets, horror and compassion, unfolding against the haunted landscape of postwar Germany. When he falls ill on his way home from school, fifteen-year-old Michael Berg is rescued by Hanna, a woman twice his age. In time she becomes his lover. She enthralls him with her passion, but puzzles him with her odd silences. Then she inexplicably disappears. When Michael next sees her, he is a young law student, and she is on trial for a hideous crime. But as he watches her refuse to defend herself, , Michael gradually realizes that his former lover may be guarding a secret she considers more shameful than murder.

Opinion

“The reader” sold 500.000 copies in Germany, it achieved the 14th place in a list of the best 100 German books and it was adapted into the big screen: the movie was nominated for five Oscar awards. However, I still don’t understand how this book was so successful because I found it… indescribable.

The historical and geographical context is interesting because it describes some of the atrocities committed in the WWII. On the other hand, the story is told with vague and quick details and the narration is a failed attempt when the author wonders and reasons about the human condition. The chapters are 4 / 5 pages long, which allows us to read slowly, but the author doesn’t seem to follow an idea until the end while describing a scene: at one point, we’re at the present and suddenly he takes us back or forward in time. The boy’s reflections are cheap philosophy and deviate sharply from the involvement ability of the great thinkers ideas.

Maybe I’ve found this book truly disappointing because I read it after a great one or perhaps I’m am willing to read book much richer and pedagogical. Nevertheless, I am curious to watch the movie and to get to know the adapted screenplay. You can watch the trailer here.