Cinema

Nos últimos dias não se fala de outra coisa: cinema, cinema, cinema. Que tal prolongarmos esta febre com uns bons livros acerca da sétima arte?

Lately people don’t talk about anything but cinema, cinema, cinema. How about we extend this fever with some great books about the seventh art?

Film noir (2004), various authors

Começando por um panorama geral do cinema negro e abarcando os seus temas mais importantes capítulo a capítulo (amantes que planeiam um assassinato, polícias corruptos, amores fatais, cinema negro psicológico, etc.), esta manual profusamente ilustrado proporciona um acesso imediato e profundo ao género do cinema negro tanto para os aficionados como para os mais leigos. Entre os filmes analisados destacam-se os que integram este top 10: Double Indemnity, Kiss Me Deadly, Gun Crazy, Criss Cross, Detour, In A Lonely Place, T-Men, Out of the Past, The Reckless Moment, and Touch of Evil.

Beginning with a general overview of film noir and covering its most important themes chapter by chapter (lovers plan murder, corrupt police, doomed love, psychological noir, etc.), this copiously illustrated handbook provides instant and in-depth access to the film noir genre for amateurs and aficionados alike. Among the films covered are these “top ten”: Double Indemnity, Kiss Me Deadly, Gun Crazy, Criss Cross, Detour, In A Lonely Place, T-Men, Out of the Past, The Reckless Moment, and Touch of Evil.

Eyewitness companions: Film (a.k.a. Cinema, 2006), Robert Bergan

O Guia Essencial do Cinema traça a evolução do cinema e define os géneros cinematográficos, da vanguarda à animação; descreve a obra dos maiores realizadores internacionais, apresenta os filmes mais influentes de sempre e explora o cinema mundial, da Austrália ao Zimbabué; e para além disso explica tudo acerca da produção de um filme – do “pitch” à estreia.

From Woody Allen to Roberto Rossellini, from Schindlers List to Goldfinger everything you ever wanted to know about film but were afraid to ask. A comprehensive, fun to browse, and easy-to-use guide to everything you need to know about movies and the people behind them. For the cinema-literate enthusiast and the popcorn-popping film-goer. Join us behind the camera and find out about how films are made and who makes them from the greatest animators, to the most talented set designers. Explore different genre and movie styles from westerns, musicals and sci-fi, to cult movies and documentaries. Take a trip from Hollywood to Bollywood and we’ll show you what makes different World cinema styles unique. We’ll give you the low-down on the best films to watch and reveal the ones they’ve influenced. Plus, check out the 100 must-see movies of all time.

Hitchcock and philosophy (a.k.a. A filosofia segundo Hitchcock, 2007), William A. Drumin, David Baggett

Apesar da sua frase lendária “É apenas um filme”, os seus filmes continuam a ser os mais analisados em toda a história do cinema. Hitchcock foi um observador arguto e, ao mesmo tempo, um entertainer popular. Mais do que qualquer outro realizador, confronta o público dos seus numerosos filmes com ideias perturbadoras, e com conceitos e questões éticas. Através de 19 capítulos, escritos por diferentes filósofos, A Filosofia Segundo Hitchcock explora as implicações filosóficas da visão artística de Alfred Hitchcock, por vezes através de temas recorrentes, ou através de um único filme.

• O que é que à 1h45, com o seu clássico retrato do terrorista, nos ensina sobre o 11 de Setembro?
• Poderá Os Pássaros revelar-nos as características distintivas da natureza humana?
• Psico poderá ajudar os teólogos preocupados com o Problema do Mal?
• Que perspectiva é que Um Barco e Nove Destinos fornece sobre o confronto da democracia com a mentalidade totalitária?
• Em que medida A Mulher que Viveu Duas Vezes ilustra a dificuldade em conhecer realmente outra pessoa?
• Quando é que é racional ficarmos completamente apavorados?

Os autores mostram-nos como os filmes que nós pensávamos serem apenas uma distracção escapista podem oferecer revelações de longo alcance acerca de nós próprios e das taras que nos tornam humanos. Filtrados pela teorias de Platão, Aristóteles, Hume e Nietzsche, os filmes de Hitchcock sugerem significados que nunca poderíamos ter imaginado.

The shower scene in “Psycho”; Cary Grant running for his life through a cornfield; “innocent” birds lined up on a fence waiting, watching — these seminal cinematic moments are as real to moviegoers as their own lives. But what makes them so? What deeper forces are at work in Hitchcock’s films that so captivate his fans? This collection of articles in the series that’s explored such pop-culture phenomena as “Seinfeld” and “The Simpsons” examines those forces with fresh eyes. These essays demonstrate a fascinating range of topics: “Sabotage’s” lessons about the morality of terrorism and counter-terrorism; “Rope’s” debatable Nietzschean underpinnings; “Strangers on a Train’s” definition of morality. Some of the essays look at more overarching questions, such as why Hitchcock relies so heavily on the Freudian unconscious. In all, the book features 18 philosophers paying a special homage to the legendary auteur in a way that’s accessible even to casual fans.

1001 Movies You Must See Before You Die (first edition: 2003), Steven Jay Schneider

1001 Filmes para Ver Antes de Morrer é uma prescrição urgente dos grandes filmes imperdíveis e uma fonte de motivação para transformar os leitores curiosos em espectadores mais conscientes e apixonados. Mas precisamos de nos apressar, dado que o tempo é curto e a lista dos filmes que valem realmente a pena aumenta de dia para dia. Com este objectivo em mente, 1001 Filmes pode rapidamente começar a parecer um número demasiado pequeno. Talvez não fosse tão pequeno se a lista não incluísse os filmes mudos, os avant-garde, os do Médio Oriente, os de animação, os documentários, as curtas-metragens e todos os géneros, desde o drama à comédia, do western aos policiais. Orientar a nossa vida para a sétima arte, eis o objectivo primordial e sem dúvida ambicioso desta homenagem ao cinema: “o livro que segura nas suas mãos é temerário, ao apresentar uma lista dos filmes a ver, independentemente do ano e local onde foram feitos e do género a que pertencem. Este é um risco que vale a pena tomar e, caso o leitor assiste às películas aqui apresentadas, morrerá decerto satisfeito com as suas experiências fílmicas. Em resumo, quanto mais filmes vir, mais regalado desce ao túmulo.”

Updated with brand-new entries to describe the most recent major motion pictures, this critically-acclaimed volume spans more than a century of moviemaking, concisely describing 1001 of the best films from around the world. New in this edition are entries to describe such film hits as Lord of the Rings, Mystic River, Farenheit 9/11, and Million Dollar Baby. But in fact, this volume’s team of critics goes back to 1902, describing such films as The Great Train Robbery, and progressing chronologically across the decades to cover the best cinematic dramas, comedies, westerns, musicals, suspense and horror films, gangster classics, films noir, sci-fi epics, documentaries, and adaptations of novels and stage plays made by filmmakers around the world. Each entry includes a full list of cast and credits, awards won by the film, an essay summarizing the story line and screen-history, and still shots of the film’s memorable scenes. At the back of the book, both an alphabetical index and a genre index will help readers find any film they’re looking for. Movie fans will find descriptions of great musicals like Singing in the Rain, westerns like High Noon, science-fiction classics like Star Wars, dramas like Chinatown and Schindler’s List, and international classics from master directors who include Fellini, Antonioni, Resnais, Truffaut, Eisenstein, Kurosawa, and many others. Here is a volume that belongs in the personal library of film buffs, movie reviewers, collectors of DVDs-and every reader who enjoys reminiscing over great movies of the past and present. Hundreds of movie still shots in color and black and white. “… a great motivating guide to cinema. After reading one of its engaging, often profound entries on a missed film, you want to … rent it. Best of all, it includes international, silent, animated, and recent films.”

The film club (a.k.a. O clube de cinema, 2007), David Gilmour

Quando o seu filho Jesse tinha 15 anos, David Gilmour tomou uma decisão que muitos pais e educadores considerariam radical: deixou o filho desistir da escola. Esta decisão, contudo, não teve nada de simples ou fácil. Ao ver o filho debater-se com a falta de motivação e as dificuldades em estudar, concentrar-se e ter notas positivas, David Gilmour percebeu que talvez a escola não fosse o ambiente ideal de aprendizagem para o filho – e que as probabilidades de que ele não acabasse o liceu eram elevadas. Assim, permitiu que deixasse a escola; em contrapartida, exigiu que o filho adquirisse com o pai (um notável crítico de cinema) alguma forma de educação alternativa para a vida, o amor e o crescimento pessoal. A condição para o filho deixar a escola era passar três noites por semana a ver um filme com o pai – aquilo a que chamaram O Clube de Cinema. b O que se segue é um percurso de aprendizagem e formação invulgar, rico e comovente. Na companhia do pai – e através de filmes que vão desde Os 400 Golpes, de François Truffaut, a Instinto Fatal, de Paul Verhoeven, de Crimes e Escapadelas, de Woody Allen, a Há Lodo no Cais, de Elia Kazan – Jesse aprende poderosas lições acerca dos valores humanos e do sentido da vida. E David aprende aquilo de que tantos pais se apercebem demasiado tarde: que cada momento passado com o filho é uma oportunidade de crescimento para ambos.

Jesse didn’t want to go to school anymore. After much deliberation, his father offers him an unconventional deal: he can drop out, sleep all day, not work, not pay rent, but on one condition – that he watches three films a week, of his father’s choosing.What follows is an unusual journey as week by week, side by side, they watch the world’s best (and occasionally worst) films – from True Romance to Chunking Express, A Hard Day’s Night to Rosemary’s Baby, and La Dolce Vita to Giant. The films get them talking: about girls, music, heartbreak, work, drugs, money, friendship – but they also open doors to a young man’s interior life at a time when a parent is normally shut out. Gradually the father’s initial worries are set aside as he watches his son morph from chaotic teenager to self-assured adult – who even starts to get up before noon. As the film club moves towards its poignant and inevitable conclusion, the young man makes a decision which surprises even his father…The Film Club is a book that goes straight to the heart. Honest, unsparing, and emotive, it follows one man’s attempt to chart a course for his beloved son’s rocky passage into adulthood.

Do animatógrafo lusitano ao cinema português (1996), Manuel Costa e Silva

A produção desta obra foi integrada nas iniciativas consagradas ao cinema português no âmbito das Festas de Lisboa 96, organizadas pelo Pelouro do Turismo da Câmara Municipal de Lisboa. A sua elaboração teve como base uma pesquisa sobre algumas das críticas competentes que existem acerca de filmes que marcaram a história do cinema português e ainda das obras mais recentes.

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