Sugestão de fim-de-semana * Weekend suggestion

Experimentar um novo chá.
Try a new type of tea.

Emoldurar aquelas fotografias.
Enframe those pictures.

E ler um livro.
And read a book.

Ama-me sem me suportares! (a.k.a. Love me, without bearing me!, 2012), Fátima Marinho

A escritora de “À Procura de um Lugar” e “O Mistério das Coisas Erradas”, lança agora a primeira obra de poesia. Uma poesia que, segundo Jorge Listopad, escritor, publicista, conferencista, professor universitário, crítico, realizador de televisão e encenador checo, há vários anos naturalizado português, é “espontânea baseada no sentimento entre a delicadeza e a exacerbação, tipicamente feminina, tal como era a poesia de Florbela Espanca ou de Anna Akmatova”.

“Ama-me sem me suportares!” contém 100 poesias – onde surge incluído o poema que dá nome ao livro – e 1 conto, “Anjo de Jade”. Sobre a obra, Fátima Marinho diz que “é um ensaio imperfeito sobre a métrica dos sentimentos – mas a prova adequada das suas aderências”. “Quis escrever poemas de amor, de saudade, de morte, de esperança e, durante sete capítulos, mantive o esforço, até desaguar nos fragmentos, para deixar que os poemas fossem exactamente isso: pequenos pedaços de tudo”, acrescenta.

A poetry book is always a wild river that can, at any moment, burst its banks and drown what suffocates us. In that sense, it is also an unconscious liberation of immemorial archetypes. Words, when they join the wheel of an idea, leave the ideas to the wheel until they all fall reconciled to the ground. That’s how poetry intervenes in everyday gestures and, transcending them, transfigures them. This is a book where affections serve poetry, which uses them to be what it is.