Altruísmo * Altruism

Quando se vivem tempos difíceis, nasce a necessidade de ajudar mais. E porque não?

When we live in difficult times, arises the need to help more. And why not?

The selfish gene (a.k.a. O gene do egoísmo, 1976), Richard Dawkins

O mundo do gene egoísta é um mundo de competição selvagem e exploração impiedosa. Mas que dizer então dos actos de aparente altruismo que encontramos na natureza — as abelhas que cometem suicídio para proteger a colmeia ou os pássaros que arriscam as vidas para avisar os bandos da aproximação de um falcão? Será que contradizem a lei fundamental do egoísmo dos genes? De forma alguma: Dawkins demonstra que o gene egoísta é também um gene subtil. E acalenta a esperança de que a nossa espécie -e apenas ela -consiga rebelar-se contra os desígnios do gene egoísta. Este livro é uma chamada às armas. É um manual e um manifesto, e agarra o leitor como um thriller.

In his internationally bestselling, now classic volume, Dawkins explains how the selfish gene can also be a subtle gene. This anniversary edition retains all original material, including the two enlightening chapters in the second edition, and a new Introduction by Dawkins.

I am the messenger (a.k.a. Eu sou o mensageiro, 2002), Markus Zusak

Ed Kennedy tem uma vida medíocre. Trabalha, joga com cúmplices do tédio, apaixona-se por uma amiga que dorme com todos os vizinhos do bairro e divide o apartamento com um cão velho. O pai alcoólico morreu recentemente; a mãe parece desprezá-lo. Um dia, Ed impede um assalto a um banco e é celebrizado pelos Media. O acto heróico tem consequências, visto que, pouco depois, Ed recebe enigmáticas cartas de baralho pelo correio: uma sequência de ases de ouros, paus, espadas, copas, cada qual com uma série de endereços ou charadas por decifrar.

Meet Ed Kennedy—underage cabdriver, pathetic cardplayer, and useless at romance. He lives in a shack with his coffee-addicted dog, the Doorman, and he’s hopelessly in love with his best friend, Audrey. His life is one of peaceful routine and incompetence, until he inadvertently stops a bank robbery. That’s when the first Ace arrives. That’s when Ed becomes the messenger. Chosen to care, he makes his way through town helping and hurting (when necessary), until only one question remains: Who’s behind Ed’s mission?

Winner of the 2003 Children’s Book Council Book of the Year Award in Australia, I Am the Messenger is a cryptic journey filled with laughter, fists, and love.

O tesourinho, uma nova vida (2012), Maria João Pereira e Sandra Novais

Tinha três anos quando a sua vida girou cento e oitenta graus e transitou do abandono para uma família. No dia 06 de Outubro de 2006, O Tesourinho começou a receber visitas daquela que seria a sua nova mãe e não temeu os estigmas da cor e da Síndrome de Down. Rendida ao amor, aceitou um quotidiano de desafios e de lutas em prol da aceitação e da não discriminação. A partir desse dia, mãe e filho tornaram-se inseparáveis. A felicidade é a palavra de ordem que o Tesourinho descobriu na sua nova vida.

He was 3 years old when his life changed and he left solitude to embrace a new family. On October 6th 2006, “Little Treasure” started to have frequent visits by the woman who would adopt him, who ignored the signals of pain and down syndrome. She surrendered to Love and accepted a life of great challenges and struggles against discrimination. From that day on, mother and child became inseparable. Happiness is the word the “Little Treasure” found on his new life.

Heroin of the desert (a.k.a. Heroína do deserto, 2003), Donya al-Nahi

A vida de Donya al-Nahi, uma inglesa loira e de olhos verdes que se converteu ao islamismo, mudou no dia em que conheceu uma mulher britânica, casada com um muçulmano, cuja filha de seis anos tinha sido raptada e levada para a Líbia pelo próprio pai. Comovida pelo desespero da jovem mãe, Donya respondeu corajosamente: “Vamos lá buscá-la.” Pouco depois, arriscou a vida para resgatar a criança enquanto ela ia para a escola, em Trípoli. A intensidade da experiência foi tal que Donya decidiu ajudar outras mulheres igualmente sós e impotentes perante a maior das crueldades. “Ninguém tem o direito de separar uma criança da mãe”, afirma. Dezenas de crianças foram salvas graças à audácia e ao altruísmo de Donya. Este é um testemunho tremendamente honesto e emocionante de uma mulher heróica que teve de suportar os maiores riscos e até a prisão em alguns dos locais mais perigosos do mundo. Para muitas famílias, Donya al-Nahi é a Heroína do Deserto.

When Donya Al-Nahi helped her friend reunite with her kidnapped child, she embarked upon a calling that was to help hundreds of women in the same situation. These women’s children are not taken by a stranger—they are snatched by their own fathers, usually Middle Eastern men who do not wish their children to be exposed to a Western upbringing, and so take the children back to the countries of origin. What started as a favor to a friend has turned into a life’s work for Al-Nahi. In this book, she describes her adventures, venturing into the most dangerous parts of the world, such as Iraq, Libya and Dubai, in order to find the children and bring them home to their mothers. She has been arrested and thrown in jail, but this has not dampened her determination to do the right thing and reunite mother and child.

The giving tree (a.k.a. A árvore generosa, 1964), Shel Silverstein

Publicado pela primeira vez em 1964, com o título original The Giving Tree, este álbum narrativo vocacionado para as primeiras idades proporciona múltiplos níveis de leitura, constituindo um excelente exemplo de como, com muito pouco, se diz e se sugere muito. Evidenciando uma invulgar eficácia de relato, resultante do aspecto visual – com sóbrias ilustrações, a ocuparem páginas duplas e compostas a traço negro sobre papel creme –, e da sugestiva componente linguística, e muito especialmente do jogo de sentidos que entre as duas vertentes se opera, esta obra guarda a história de um amor incondicional entre uma árvore antropomorfizada e um menino dedicado e sonhador, transformado pelo tempo (e talvez pela cidade/ sociedade?) num adulto egoísta, distante e que apenas regressa para junto da sua amiga por razões materiais. O impacto emotivo deste livro é indiscutível e a singularidade da sua composição, harmoniosa e simbólica, garante o seu sucesso junto de leitores pequenos ou grandes.

‘Once there was a tree…and she loved a little boy.’ So begins a story of unforgettable perception, beautifully written and illustrated by the gifted and versatile Shel Silverstein. Every day the boy would come to the tree to eat her apples, swing from her branches, or slide down her trunk…and the tree was happy. But as the boy grew older he began to want more from the tree, and the tree gave and gave and gave. This is a tender story, touched with sadness, aglow with consolation. Shel Silverstein has created a moving parable for readers of all ages that offers an affecting interpretation of the gift of giving and a serene acceptance of another’s capacity to love in return.

Altruísmo * Altruism

“People do more for their fellows than return favors and punish cheaters. They often perform generous acts without the slightest hope for payback ranging from leaving a tip in a restaurant they will never visit again to throwing themselves on a live grenade to save their brothers in arms. [Robert] Trivers together with the economists Robert Frank and Jack Hirshleifer has pointed out that pure magnanimity can evolve in an environment of people seeking to discriminate fair weather friends from loyal allies. Signs of heartfelt loyalty and generosity serve as guarantors of one s promises reducing a partner s worry that you will default on them. The best way to convince a skeptic that you are trustworthy and generous is to be trustworthy and generous.”

Steven Pinker, in The Blank Slate: The Modern Denial of Human Nature