Escrytos

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O Grupo Leya acabou de lançar um novo serviço, que permite que qualquer autor publique online as suas obras e que as veja comercializadas em algumas das principais lojas de referência na Internet.

A questão é: qualquer pessoa o poderá fazer? Não há critérios – ditados por revisores, editores e/ou gestores – para determinar a qualidade de cada um destes livros? Será o livro vendável? Será que a queda pela escrita estará a ser confundida pelo gosto em escrever? A qualidade é determinante. Não estou convencida.

Leya Group (a Portuguese publisher)  has just announced a new service which allows any author to publish his books online and commercialize them on some of the most important e-stores.

The thing is: Can anybody do it? What are the criteria – required by revisers, editors and/or managers – to determine the quality of each one of these books? Are they salable? Aren’t we confusing the willing to write with the ability to write? The quality is determinant. I’m not convinced.

Leya facilita publicação de eBooks: Escrytos à distância de um clique

Tem um livro guardado na “gaveta”, mas acha que é muito caro publicá-lo com uma editora? A Leya pode ter a solução para si. Não lhe imprimem a sua obra prima, mas colocam à sua disposição um serviço totalmente gratuito para que o publique em formato eBook. Saiba como.

A editora Leya apresentou hoje em conferência de Imprensa o serviço Escrytos, uma plataforma de selfpublishing já disponível que vai permitir que uma pessoa com conhecimentos mínimos em informática consiga publicar um livro da sua autoria nas maiores lojas de ebboks do Mundo, como a Amazon, a iBooks da Apple, a Kobo da Fnac ou a Barnes & Noble.

Isaías Gomes Teixeira, presidente executivo da LeYa, revelou que esta «plataforma estava em desenvolvimento há seis meses» e que ocupou o tempo de uma «grande equipa interna» que programou e montou toda a interface de raiz.

«Somos a única plataforma do mundo com orçamentos automáticos, a única que ensina todos os passos de como transformar um Word em .ePub e uma das que tem mais ligações aos principais distribuidores editoriais do Mundo», disse Isaías Gomes Teixeira.

A Leya Escrytos está a funcionar em pleno em Portugal a partir de hoje e, segundo o presidente executivo vai ser alargada ao Brasil «na próxima semana». A editora decidiu criar esta plataforma para quem «não percebe nada de nada de computadores», mas também para cumprir a missão a que se propôs em 2008: «Por mais gente a ler e a promover autores nacionais».

De acordo com o mesmo, esta será uma «grande oportunidade» para que sejam publicadas teses de mestrado e trabalhos académicos em forma digital e acessíveis nos principais pontos de venda de eBooks do Mundo: Almedina, Amazon, Barnes & Noble, Bookwire, Fnac.pt, Gato Sabido, Google, IBA, iBook Store, Kobo, LeyaOnline, Livraria Cultura, Mundo Positivo, Mybooks, Numilog, Reader’s Hub da Samsung, Submarino, Wook, são, para já, aa lojas virtuais com quem a Leya tem contrato, além do seu próprio serviço e app pata iOS.

Os aspirantes a grandes escritores têm duas formas de ver publicado o seu livro: optar por fazer uma conversão para ePub seguindo um tutorial disponibilizado de forma gratuita pela Leya, com opção de escolher a capa (pode ser uma foto própria ou de uma base de dados). Neste modelo, não há o acompanhamento profissional de um editor e revisor que também é disponibilizado pela Leya.

Esta é a segunda forma, mas aqui já existem alguns encargos. A revisão tem um preço de 59 euros para as primeiras 50 paginas, mais 49 cêntimos por cada página adicional. O melhor mesmo é pedir um orçamento automático e em tempo real no site da Escrytos, bastando para isso indicar o número de caracteres da sua obra. Aqui a Leya considera que cada 1800 caracteres correspondem a uma página.

Apesar de disponibilizar esta plataforma, a Leya descarta qualquer responsabilidade por aquilo que o autor escreve no seu livro: «Podemos fazer uma despistagem rápida, mas todas as editoras de selfpublishing não vão mais além que isto. A Leya aqui só disponibiliza a plataforma, os livros são feitos em edição de autor e são os autores que têm de responder pela seu conteúdo».

O utilizador pode definir um preço para o livro, que pode ir atá aos 29,90 euros. Aqui, contudo, há uma ressalva a fazer: se for definido que o livro é gratuito, o mesmo só ficará à venda nas plataformas da Leya, «devido a questões contratuais com as lojas onde os livros estão à venda», avisa Pedro Pereira da Silva.

O autor pode controlar em tempo real as vendas do livro e, se lhe der um preço, fica apenas com 25% dos resultados líquidos, como confirmou Isaías Gomes Teixeira ao iTech.

Notícia publicada no iTech a 11/12/2012