Livros a não ler

A propósito de uma poll publicada no Goodreads para votação de livros que toda a gente leu excepto nós, lembrei-me de deixar sugestões de livros que aconselho a não ler e livros que não pretendo ler. Os que aconselho a não ler são os que não contribuiram em nada culturalmente e, pelo contrário, me fizeram sentir que perdi tempo. Os livros que pretendo não ler são aqueles cujas críticas são tão más e cujo género está tão fora do que gosto que nem sequer penso abrir a primeira página. Sabem como é: gostos não se discutem. Acredito que poderíamos trocar impressões durantes horas a fio de quais os melhores e piores livros de sempre. E quais são os vossos livros a não ler?

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Não aconselho:

  • Qualquer um do Paulo Coelho. Aquela tentativa de transcendentalismo barato com histórias com personagens fraquinhas à procura de significado não me convence. Por não ter mais que ler numas férias fora, li uns 8 ou 9 num Verão. O resultado foi ter desejado ter ido à feira do livro local.
  • O leitor (1995), de Bernard Shlink. Ahhh que tédio de livro, quando a história tem um potencial tão grande.
  • O mistério do quarto amarelo (1907), de Gaston Laroux. Uma intriga interessante com uma narrativa tão aborrecida que a leitura demora o dobro do tempo… Mais aborrecidas que a narrativa, só mesmo as personagens.
  • Jardim de cimento (1978), de Ian McEwan. Uma escrita demasiado crua e fria para quem não está na disposição para “murros no estômago”.

Não vou ler de certeza:

  • A trilogia de Grey, de E.L. James. Nem sei como é que isto é considerado literatura.
  • O segredo, de Rhonda Byrne. Mas… como??
  • Qualquer um da saga Twilight, de Stephanie Meyer. Mais fica para quem gosta.
  • The Hobbit (1937), de J.R.R. Tolkien. Gosto dos filmes, mas não me vou dedicar à leitura de mais um livro do autor, independentemente da qualidade. Tenho muito à frente e sei que este vai ficar sempre no fim da fila.
  • A profecia celestina (1993), James Redfield. Demasiado religioso e moralista para meu gosto.
  • Qualquer um das Margaridas Rebelo Pinto ou Nicholas Sparks da vida. Literatura barata não.

Aproveito para incluir os toda a gente leu e que eu talvez leia por curiosidade:

  • A escolha de Sofia (1979), de William Styron. Foi destacado em inúmeros eventos e adaptado para cinema.
  • O grande Gatsby (1925), de F. Scott Fitzgerald. Mais uma crítica ao sonho americano. Consta que vale a pena.
  • Baudolino (2000), de Umberto Eco. Não é muito falado, mas foi-me altamente recomendado e, considerando de quem é, de certeza que é bom.