Sugestão de fim-de-semana

Abraçar a Primavera.
Welcome Spring.

Relembrar os The Beatles.
Remember The Beatles.

E ler um livro.
And read a book.

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Julius Caesar (1599), William Shakespeare

Júlio César quer o poder numa Cidade que sabe estar minada pela podridão, pela intriga, pela alienação. A Tragédia de Júlio César, título com que a peça nos aparece na sua primeira edição, é a tragédia de quem assume o poder sabendo que não pode ser justo quem governa um mundo injusto, e assim se condena à morte. Por ambição, como dizem os honestos? Não importa. Quem quiser reinar num mundo injusto terá de ser tirano. E por ser tirano será abatido. E sendo abatido dará lugar a nova tirania, mais injusta do que a sua, numa Cidade que o terá abatido menos para se purificar que para esconjurar uma culpa que é incapaz de reconhecer. Mais do que a tragédia de um homem ou a tragédia do poder, A Tragédia de Júlio César é a tragédia da própria Cidade, da própria vida política de todos os seus cidadãos. Júlio César é a tragédia de Roma. E Roma é a Cidade, é a vida em comum dos homens.

The most famous of Shakespeare’s Roman tragedies, Julius Caesar was written and first performed in 1599, and was apparently one the plays his contemporaries enjoyed most. Recounting the death of Caesar on the steps of the Senate house, the play offers some of Shakespeare’s finest scenes: Antony’s skillful speech at Caesar’s funeral, and the quarrel and reconciliation between Brutus and Cassius with the news of Portia’s death. This edition includes a fresh consideration of the play’s date and its place in the Shakespeare canon and examines how Shakespeare reshaped his sources (primarily North’s translation of Plutarch’s Lives).