Sugestão de fim-de-semana * Weekend suggestion

Começar a pensar nas férias de Verão.
Start planning the summer vacations.

Ver a lista de filmes em atraso.
Watch the to-watch-movies list.

E ler um livro.
And read a book.

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O homem duplicado (a.k.a. The double, 2001), José Saramago

Tertuliano Máximo Afonso, professor de História no ensino secundário, «vive só e aborrece-se», «esteve casado e não se lembra do que o levou ao matrimónio, divorciou-se e agora não quer nem lembrar-se dos motivos por que se separou», à cadeira de História «vê-a ele desde há muito tempo como uma fadiga sem sentido e um começo sem fim». Uma noite, em casa, ao rever um filme na televisão, «levantou-se da cadeira, ajoelhou-se diante do televisor, a cara tão perto do ecrã quanto lhe permitia a visão, Sou eu, disse, e outra vez sentiu que se lhe eriçavam os pelos do corpo»… Depois desta inesperada descoberta, de um homem exactamente igual a si, Tertuliano Máximo Afonso, o que vive só e se aborrece, parte à descoberta desse outro homem. A empolgante história dessa busca, as surpreendentes circunstâncias do encontro, o seu dramático desfecho, constituem o corpo deste novo romance de José Saramago. O Homem Duplicado é sem dúvida um dos romances mais originais e mais fortes do autor de Memorial do Convento.

Tertuliano Maximo Afonso is a history teacher in a secondary school. He is divorced, involved in a rather one-sided relatinonship with a bank clerk, and he is depressed. To lift his depression, a colleague suggests he rent a certain video. Tertuliano watches the film and is unimpressed. During the night, noises in his apartment wake him. He goes into the living room to find that the VCR is replaying the video, and as he watches in astonishment, he sees a man who looks exactly like him – or, more specifically, exactly like the man he was five years before, mustachioed and fuller in the face. He sleeps badly. Against his own better judgement, Tertuliano decides to pursue his double. As he establishes the man’s identity, what begins as a whimsical story becomes a dark meditation on identity and, perhaps, on the crass assumptions behind cloning – that we are merely our outward appearance rather than the sum of our experiences.