Refém

E, quando menos esperava, fiquei refém de Fiódor Dostoiévski. Ainda não acabei de ler ‘Crime e Castigo’, o primeiro do autor que li, e já estou num nervo para começar outras obras suas. Será possível dizer o quanto adoro a forma como Dostoiévski escreve e descreve a natureza humana na sua forma mais nua, crua, destapada e exposta?

Estes já cá cantam:

E estes já tenho debaixo de olho:

E tempo para tudo?

“I used to analyze myself down to the last thread, used to compare myself with others, recalled all the smallest glances, smiles and words of those to whom I’d tried to be frank, interpreted everything in a bad light, laughed viciously at my attempts ‘to be like the rest’ –and suddenly, in the midst of my laughing, I’d give way to sadness, fall into ludicrous despondency and once again start the whole process all over again – in short, I went round and round like a squirrel on a wheel.”

Fiódor Dostoiévski, in ‘Crime e castigo’