Sugestão de fim-de-semana * Weekend suggestion

Seguir a agenda cultural da cidade.
Follow the city’s cultural agenda.

Estar com a família.
Reunite with the family.

E ler um livro.
And read a book.

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La peste (a.k.a. A peste, 1947), Albert Camus

A Peste é, sem dúvida, o romance de consagração de Albert Camus. Publicado em Junho de 1947, o seu sucesso foi imediato e avassalador. Em Orão, na Argélia, no início dos anos 40, tem início uma epidemia de peste. A cidade, sujeita a quarentena, torna-se um território irrespirável. É talvez por isso que as mulheres quase não são visíveis nestas páginas. Mas a sua ausência não deixa um espaço vazio. Pelo contrário. Sentida como uma falta, como uma ferida aberta (que as lágrimas de Grand, porventura uma das mais tocantes personagens do livro, tornam evidentes), essa ausência sublinha a importância da ternura e da felicidade. E, ao mesmo tempo, vem tornar claro o verdadeiro significado desta obra: trágica alegoria de um tempo consagrado à inumanidade. O Nosso.

The Plague is Albert Camus’ world-renowned fable of fear and courage. The townspeople of Oran are in the grip of a deadly plague, which condemns its victims to a swift and horrifying death. Fear, isolation and claustrophobia follow as they are forced into quarantine. Each person responds in their own way to the lethal disease: some resign themselves to fate, some seek blame, and a few, like Dr Rieux, resist the terror. An immediate triumph when it was published in 1947, The Plague is in part an allegory of France’s suffering under the Nazi occupation, and a story of bravery and determination against the precariousness of human existence. “A matchless fable of fear, courage and cowardice”.