Noutros Rostos

O novo livro de poesia inédita de Filipe Marinheiro ‘Noutros Rostos’ é publicado no mercado nacional e brasileiro. Lançado a 28 de Novembro em Aveiro e com lançamento previsto para 06 de Dezembro em Lisboa, na LX Factory, o livro inclui 370 poemas inéditos em verso, distribuídos por 400 páginas sem qualquer índice, títulos, letras maiúsculas ou pontuação.

Há em “Noutros Rostos” uma reprodução lírica absolutamente contemporânea em verso livre sem qualquer rima ou obedecendo a qualquer uma estrutura rígida ou canónica. “Noutros Rostos” rege-se, na essência, de forma diferente daquela gerada em “Silêncios”, é um livro com uma coerência mais límpida e cristalina, e no qual se destacam pensamentos, sentimentos e linguagens que não estavam patentes com a mesma clareza ou pureza em obras anteriores. Deve-se talvez ao seu amadurecimento e evolução ao nível da reflexão, do seu estado de espírito e do lugar que a sua própria escrita poética conquistou.

A obra inicia-se com uma ode à mãe do autor, a todas as mães universais…

e agradeço-te ó mãe bela por te deitares no ninho de lãs/coberta pela verdade assim escondo a ousadia/das visões obscuras e a beleza existente.

Filipe_Marinheiro

Há, nesta magia poética do saber lidar com palavras, versos, ideias, pensamentos abstractos e reais, entre outros aspectos de sintaxe e gramática, um denominador comum: a arte de encantar.

O poeta separa corpo, alma e memória. Cria antíteses e descreve momentos. Trabalha espaços e salta tempos. Há analepses e prolepses no pensamento. E são esses recuos e avanços no tempo que criam a acção do eu poético e o movimento nalgumas personagens ou nele próprio! Os olhos descrevem destinos e o corpo acata as decisões ou não! A Natureza cruza-se com a beleza, a astronomia, o amor, o sobrenatural, o bizarro, o oculto, a solidão e a intensa melancolia com que sente as coisas à sua volta, voltando-se para si mesmo, mas também para fora. Uma melancolia sua por natureza mas também fora e dentro do sujeito poético.