Ano velho, ano novo.

Embora não seja hábito falar de assuntos de carácter mais pessoal no blog, neste primeiro post de 2015 vou abrir uma excepção. Todos temos demandas, lutas, sonhos, medos, esperança…, e todos experienciamos estes momentos de forma diferente. Para mim, 2014 foi um ano intenso, cheio de emoções, desafios e mudança. Digamos que estes últimos 12 meses foram, de forma geral, a oportunidade que eu precisava para fazer frente a alguns desafios e agarrar a mudança com unhas e dentes. Não falo de uma mudança a nível profissional, amoroso ou social, mas sim de uma mudança que parte de dentro e que tem como principal característica a elucidação sobre quem sou, o que quero e o que não quero.

Entre instantes que vivi de verdadeiro pavor, de nervosismo e ansiedade, vivi também momentos de verdadeiro amor e acolhimento. Juntos, estes dois factores culminaram numa ‘djamb’ mais forte e tranquila… ou assim o espero.

No meio de tanta emoção, onde entram, afinal, os meus livros? Há precisamente um ano determinei como objectivo a leitura de 30 livros até ao final de Dezembro. Verdade seja dita: não consegui. Longe disso: este ano, só li 14 livros – 3495 páginas! Penso agora: como é que isso aconteceu?!? Eu, que adoro ler, que me perco nas livrarias, que tenho listas infindáveis de livros por ler, não cheguei a metade do objectivo. Bem, se analisar com atenção, é fácil perceber porquê:

  • Entre vida pessoal e profissional, o pouco tempo livre que me resta não me permite ler 100 páginas de seguida. Até o cansaço me vencer, por vezes fico pelas 10!
  • Não gosto da chamada “literatura ligeira”, o que abranda um pouco o processo de leitura.
  • À semelhança da minha paixão por livros, a minha paixão pelo cinema europeu e independente também me ocupa muito tempo.
  • Em períodos com mais tempo para mim, como nas férias de Natal que agora terminaram, confesso que me soube bem esquecer-me dos livros e simplesmente quebrar a rotina do resto do ano.

Posto isto, nada como fazer um ponto de situação dos livros que li:

  • Em 2014, como pretendido, dediquei-me maioritariamente à literatura histórica, tendo sido biografias e narrativas de sobreviventes do holocausto o tema central deste meu ‘estudo’: Maus, Bibliotecária de Auschwitz, Se Isto é um homem, Rapariga de Auschwitz e, relacionados, A Praga e Holocausto Brasileiro. Inclui-se aqui a Roma sub-rosa de Steven Saylor.
  • Os clássicos continuam a ser os meus predilectos pelo que, além de Albert Camus, reli Amor de Perdição e o Principezinho.
  • Pela primeira vez, entrei nas bandas desenhadas de ‘adultos’, tendo-me afastado de Quino e Goscinny para entrar no mundo apocalíptico de Robert Kirkman com o reconhecido The Walking Dead (I, II, III).
  • Tenho em curso a leitura de vários livros. Shame on me! Espero nas próximas semanas terminar os que tenho em mãos: Memórias de Cleópatra III, O eremita, O mundo sem nós, A espuma dos dias, A consciência e o romance – cada qual para a sua ocasião.

De forma geral, mantive-me fiel aos objectivos qualitativos que tracei no início de 2014, o que me deixa muito satisfeita.

Para 2015, tenho três grandes metas no que respeita às leituras e à blogosfera:

  • Como não gosto de desistir e por achar que este ano vou conseguir pôr a leitura em dia, elevo a fasquia para 32 livros até ao final de 2015, ultrapassando os 28 de 2013 e os miseráveis 14 de 2014.
  • Continuar a optar pelos clássicos e pelos romances históricos;
  • Tornar o blog tão dinâmico quanto possível e interagir tanto quanto possa com os restantes bloggers literários. Aqui incluo também a publicação (ainda que atrasada) da minha apreciação de todos os livros lidos.

Resta-me desejar-vos um GRANDE 2015 e ENORMES leituras!