O que é isto de ser blogger literário, afinal?

ser_blogger_literarioTudo começou há uns anos, quando optei por terminar o meu blog generalista (que estava em número 1 no top português do WordPress). Nessa altura, por ter receio de estar a expor demasiado a minha vida, decidi criar um blog dedicado apenas a um tema: os livros.

Sempre li. Adoro ler! O Folhas de Papel nasceu desta vontade em querer partilhar as fichas de leitura que criava para cada um dos meus livros, pelo que facilmente e sem hesitar cliquei no “Sim” quando o WordPress me perguntou se eu tinha a certeza se queria apagar um blog e criar outro.

Assim nasceu o Folhas de Papel, este espaço onde tento criar conteúdos interessantes para quem me lê. As publicações por que opto são normalmente temas que considero relevantes para quem está interessado nesta área fascinante que é a literatura. Contudo, todas as críticas que faço referem-se apenas a livros com os quais me identifico e com os meus géneros literários de eleição. A vantagem da blogosfera é precisamente essa: é fácil encontrarmos ‘subgéneros’ dentro das várias categorias, o que nos permite navegar em blogs literários dedicados à fantasia, ao crime, à não-ficção, aos clássicos, à literatura ligeira… You name it!

Com o passar do tempo, comecei a aperfeiçoar as críticas que faço aos livros que leio: tornaram-se mais longas e menos descritivas. Também com o passar do tempo, aconteceu nova mudança: de forma natural, comecei a descobrir (ou a confirmar) os géneros de literatura que mais têm a ver comigo e com os quais me identifico mais. Por esse motivo, o Folhas de Papel tem sido anfitrião de livros cujos títulos são cada vez mais difíceis de escolher. Será verdade que, quanto mais tempo passa, mais exigentes ficamos?

Inicialmente, comecei por me ligar a outros blogs e a interagir com outros bloggers. Eu sei que há muitos leitores silenciosos (sim, eu sei que estão aí!), pelo que uma das principais motivações em se dedicar tanto tempo (e cabeça) a um blog é saber que somos lidos. Sabemos disto porque as estatísticas mostram quantas pessoas nos lêem, quantas recebem os posts no Reader do WordPress, quantas recebem os posts por e-mail… e por aí fora. Tendencialmente, os números são cada vez mais animadores!

Em todo o caso, um blog é um blog. Para além deste espaço, tenho outras ocupações, como tantos outros bloggers: trabalho, famílias, amigos, projectos ‘extra’ que também ocupam muito tempo. O importante, enquanto blogger, se se quer ser bem sucedido e ter leitores que nos sigam e que respeitem as nossas opiniões, é encarar este passatempo como um segundo emprego: é preciso dedicar tempo a pesquisas, ter disponibilidade para contactos com bloggers e acções pontuais, responder atempadamente a propostas de colaborações, mostrar pró-actividade, ser criativo nos conteúdos publicados, acompanhar as notícias do sector… entre tantas outras coisas! Em suma, ser um blogger literário é ser alguém que trabalha sobre os livros que lê e que quer contagiar os ademais com esta paixão.

Por isso, se pretende ter um blog (neste caso, dedicado a livros) já sabe: o tempo vai aprimorando os conteúdos e os nossos gostos. Mas a dinamização do nosso site só depende da nossa dedicação.

Boas leituras e… boas publicações!