Contos de fadas

Contos de fadas? De que forma é que os contos de fadas se enquadram no alinhamento deste blog? Pois é, caros leitores, acabei de descobrir todo um novo mundo nos contos de fadas! Andava eu pelas minhas incursões na livraria do costume quando me deparei com um título muito interessante: A psicanálise dos contos de fadas. Não esperei dois segundos para o folhear e o colocar debaixo do braço: Bruno Bettelheim seria a minha companhia nas semanas seguintes.

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Estou a terminar este livro interessantíssimo sobre a importância dos contos de fadas para as crianças: começamos pela definição do conto de fadas e pela distinção face ao mito, passamos pelo papel destas histórias na infância das pessoas e terminamos com uma análise detalhada aos contos de fadas mais conhecidos (e associados em grande parte à Disney).

Acontece que, no conto de fadas, nada acontece por acaso: os problemas relacionais, as ausências de familiares, a quantidade de acontecimentos, os símbolos com que os protagonistas se cruzam as florestas negras, as cores destacadas… Tudo é fruto de uma cuidadosa análise e montagem para que o conto de fadas cumpra o seu objectivo: ajudar o desenvolvimento das crianças. Quer seja a nível consciente, quer (e sobretudo) inconsciente, o conto de fadas ajuda a criança a resolver os seus pequenos conflitos e aflições a vários níveis, através da identificação do problema e da sua resolução.

A psicologia é uma disciplina muito curiosa e para quem teve oportunidade de a estudar, como eu tive – embora não numa perspectiva clínica ou visada nas crianças -, de certeza que gostará do que consta neste livro, como os variados conceitos psicanalíticos ou os inúmeros segredos que estas pequenas histórias escondem.

Se estão curiosos em ler os contos de fadas que a psicologia tem como referência, não se esqueçam de dar aqui um salto e de escolher aqueles cujo tema tem mais a ver convosco. Enjoy!