A inspiração das drogas na literatura

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Estaria William Shakespeare drogado quando escreveu algumas das suas peças mais emblemáticas? Será que as frases de obras-primas, como ‘Hamlet’, saíram da mente influenciada de um dos maiores dramaturgos da história da literatura?

O South African Journal of Science aponta para esta possibilidade depois de, em 2011, se terem detectado resíduos de canábis e nicotina em cachimbos encontrados em escavações do que teria sido o jardim da casa de Shakespeare no início do século XVII. Nestas análises, também foram detectados derivados de folhas de coca naquela que terá sido a propriedade do autor.

Embora, só por si, estas análises não constituam provas de que Shakespeare se drogava ou que este material lhe pertencia, há muitos indícios que apontam para que isto tenha um fundo de verdade. Se, por um lado, estudiosos encontram indícios nos escritos do autor (nomeadamente no Soneto 76), por outro, as viagens realizadas por membros do seu ciclo social próximo permitiriam a entrada de drogas em sua casa (como, por exemplo, a possibilidade de Francis Drake ter trazido folhas de coca do Peru e Walter Raleigh dos Estados Unidos da América).

A ser verdade, William Shakespeare junta-se ao rol de escritores (re)conhecidos por procurarem inspiração neste tipo de práticas, como Lewis Carroll, Phillip K. Dick, Jean-Paul Sartre e Charles Dickens.