Entrevista a Joana Ribeiro

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Joana. Artista plástica, ilustradora, designer. Este envolvimento com as artes dificilmente esconde a sua paixão pelos livros que, desde cedo, assumiram uma enorme responsabilidade na sua formação e no desenvolvimento do seu pensamento.

No trabalho, as artes e a literatura cruzam-se “Sempre que tenho de desenvolver um projecto” nesta relação amorosa que se estende para as horas de lazer. “Fora do trabalho, os livros têm um peso lúdico mas, por vezes, assumem um papel um pouco mais sério, nomeadamente ligado a dúvidas existenciais muito pessoais. No seu todo, as artes e a literatura acrescentam sempre perspectivas novas às questões que me surgem diariamente”.

Embora os livros técnicos sejam preferenciais, por ter acesso a trabalhos de colegas ou de teóricos sobre determinado tema relacionado com a sua formação, a Joana não passa sem um romance literário e sem pesquisar e analisar o tema e o autor em questão, nomeadamente com a conversa entusiasmada com amigos e com a partilha de ideias.

“Os livros fazem-me companhia. Para além de ter acesso a informação – lúdica ou não -, são um bom veículo do idioma em que está escrito”, afirma a artista plástica. “Na verdade, há algum tempo que não leio numa base diária. Mas namoro a possibilidade de me sentar com um livro um dia destes. Neste momento, tenho com os livros um namoro à distância. Mas estão no meu coração!”

Relativamente aos hábitos de leitura, a Joana considera que os Portugueses têm bons hábitos de leitura: “Apesar de vivermos actualmente uma realidade tecnológica onde o ritmo de recepção da informação é e ‘tem de ser´’ super alucinante, ainda assim a leitura está presente na vida da maioria de nós, mas não sei se por mérito do indivíduo se por mérito de muitos programas de incentivo à leitura que se têm vindo a fazer. Acho que os programas nas escolas e as feiras do livro têm feito maravilhas. Não sei até que ponto não poderia ser feito uma presença mais trabalhada ou interessante perto dos meios tecnológicos que andam nas mãos das crianças hoje em dia.”

Com uma envolvência próxima dos livros, e mesmo com um abrandamento das suas leituras, a Joana mesmo assim admite que não se consegue separar dos seus livros e que esta relação é complexa: “Quase todos os meus livros andam atrás de mim sempre que mudo de casa, embora alguns fiquem em casa dos meus pais. Há muitos dos que insisto em carregar que nunca li e que continuam a vir atrás de mim na esperança de os conseguir ler. Assim como muitos que já li mas que quero sempre reler e roubam tempo aos outros.”