Ler pode ser o culminar máximo da curiosidade

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Folhear página após página numa sede de saber como é que a história se desenrola, como é que a personagem se resolve, como é que determinado país surgiu, como é que se descobriu o espaço, como é que calculam equações, como é que as palavras se pronunciam, como é que alguém vingou na vida, como é que o Homem descobriu o mundo, como é que as pessoas funcionam, como é que os sabores combinam, o que deveremos levar em viagem, como podemos agir protocolarmente, como ler nas entrelinhas, como é que as religiões funcionam, como é que o Homem impacta o meio ambiente, como é que os animais evoluíram, como é que a Terra se formou, como é que os investigadores encaram o futuro.

Ler pode ser o culminar máximo da curiosidade.

A curiosidade, instinto de complexidade infinita, leva por um lado a escutar às portas e por outro a descobrir a América; – mas estes dois impulsos, tão diferentes em dignidade e resultados, brotam ambos de um fundo intrinsecamente precioso, a actividade do espírito.

– Eça de Queirós –