Balanço de 2016 e objectivos para 2017

Se considerarmos que estamos ainda em Janeiro, podemos dizer que não é tarde para fazermos o balanço das leituras de 2016.

Como habitualmente, controlo as minhas leituras através do Goodreads: para além de ter determinado o número de livros que gostaria de ler ao longo do ano, consegui aperceber-me do género de literatura por que mais optei, quantos livros li e que tipo de livros encontrei e coloquei na minha to read list.

Resumidamente:

  • Tinha-me proposto ler dois livros por mês em 2016 ou seja, 24;
  • A 31 de dezembro, foram 29 os livros contabilizados, o que significa que superei em 21% o número de obras lidas face ao objectivo a que me tinha proposto;
  • Optei preferencialmente por livros em português e em papel, embora me tenham passado pelas mãos livros em formato digital – emprestados – e em inglês;
  • No que diz respeito às leituras propriamente ditas:
    • Descobri a colecção da Elena Ferrante, a da Amiga Genial, que demorei em aproximadamente duas semanas (sobre a qual ainda hei-de escrever no blog);
    • Encontrei na Quetzal títulos absolutamente fascinantes e que me tornaram uma leitora ainda mais ávida desta editora. Refiro-me a Yrsa Sigurdardóttir, Martin Amis, Hector Abad Faciolince e Delphine de Vigan;
    • Continuei a apostar nos clássicos, porque sei que nunca desapontam. Refiro-me, claro está, a Fiódor Dostoiévski;
    • Também aprecio muito livros históricos, pelo que A Escolha de Sofia, de William Styron, e As Memórias de Cleópatra, de Margaret George (terminando a enorme trilogia) fizeram parte do leque de escolhas.
  • Tendo havido uma alteração no meu dia-a-dia profissional, não tenho tido a oportunidade de escrever sobre os livros que tenho lido, mas fica a promessa de retomar as críticas semanais, com publicação à segunda-feira.

Estes são os livros lidos em 2016 (atenção: grande parte das capas abaixo não são as portuguesas):

balanco2016

Para 2017:

  • Tenho o objectivo de ler 32 livros, superando o que tenho lido até agora;
  • Em todo o caso, como agora trabalho com livros, algo me diz que este será o ano em que qualquer record que imponha será largamente superado ;);
  • Pretendo manter as minhas opções de leitura para livros mais duros, crus, com laivos distópicos e que reflictam sobre a condição humana;
  • Como tal, o primeiro livro que li este ano foi Nothing, da dinamarquesa Janne Teller, que fala de um rapaz que perde o sentido da vida e cujos amigos, para lhe mostrarem que a vida tem significado, começam a criar um monte de tralhas com significado para cada um destes 14 jovens. A escalada é vertiginosa e o desenvolvimento da história leva-nos para uma visão terrível do que é a realidade e de como pode ser encarada;
  • Entre os livros por ler, encontram-se:
    • O Labirinto dos Espíritos, de Carlos Ruíz Zafón;
    • As Afinidades Electivas, de Goethe;
    • O Diabo na Cozinha, de Marco Pierre White;
    • O Amante de Lady Chatterley, de D.H. Lawrence;
    • Rumo ao Mar Branco, de Malcolm Lowry;
    • Entre muitos outros.

Um grande 2017 e excelentes leituras!

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