Seda (1998), Alessandro Baricco

seda

Hervé Joucour, um comerciante de seda, vê-se obrigado a fazer uma viagem ao Japão depois de uma epidemia ter dizimado todos os bichos-da-seda provenientes de África. Chegado a esse país distante e desconhecido, muito fechado a viajantes ou qualquer influência ocidental, Joncour é acolhido no palácio do nobre Hara Kei, que se faz sempre acompanhar por uma rapariga. Entre Joucour e a jovem concubina vai surgir um amor. E é este envolvimento secreto, que se desenrola – quase sem palavras – ao longo de subsequentes viagens ao Japão, que é relatado neste livro: uma pequena narrativa, essencial e delicada como a mais fina seda.

Apreciação em cinco pontos:

  • História de uma suavidade extrema que acompanha um homem que viaja entre continentes para comprar ovos de seda, não interessando o seu percurso mas, sim, a sua origem e o seu destino.
  • Texto de uma delicadeza ímpar, semelhante à elegância da capa.
  • Descrição de um amor imperfeito e impossível, enredado naquilo que poderia ser um triângulo amoroso cujas arestas nunca se tocam.
  • Enquadramento histórico e geográfico superficial, dando enfoque ao que realmente o autor se quer focar: na personagem principal e nas suas escolhas.
  • Um livro que se lê numa hora e que deixará, certamente, qualquer leitor enternecido com tamanha fragilidade narrativa.

É uma história misteriosa, lacónica, perfeita. Uma dolorosa história de amor contada sob a forma de uma fábula clássica. – Mario Vargas Llosa sobre Seda, em novembro de 2016.

Ficha de Seda:
Alessandro Baricco
Título original: Seta
Publicação: 1989
Editado em Portugal por Quetzal Editores em 2016.

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