Throwback thursday * Colecção Arrepios

Se houve alguma colecção que me entusiasmou muito em criança, foi a colecção Arrepios, de R. L. Stine. Com algumas dezenas de livros publicados em Portugal pela Abril/Controljornal, esta série de histórias de terror para jovens ofereceu-me horas de leituras intensas.

A primeira edição do primeiro livro, o Bem-vindos à Casa da Morte (Welcome to Dead House) é de 1992 e, depois deste, muitos outros se seguiram. Não tenho ideia de como os livros me chegavam às mãos (porque, certamente, não era eu que os comprava), mas a realidade é que acabei por quase terminar a colecção. Não tenho hoje tantos livros como cheguei a ter, pois alguns provavelmente foram ficando pelo caminho em casas da familiares, mas ainda guardo com carinho alguns deles.

Têm hoje as páginas amarelecidas e as capas amarrotadas, tal foi o uso que lhes dei na passagem entre a infância e a adolescência, altura em que encarava esta excitação da leitura que mete medo como algo verdadeiramente desafiante e que provava a minha coragem. O que me cativava nestes livros não eram apenas as histórias de terror, até porque eu sempre fui apreciadora – mesmo em criança – de filmes desse género (tendo como referência filmes com o Freddy Krueger, por exemplo), mas sim a capacidade que o autor tinha em surpreender os seus leitores. Quando menos esperava, a história sofria uma enorme reviravolta e eu sentia-me tão encurralada como as personagens naquele momento. Cada novo capítulo era uma autêntica emoção. Cada novo livro era um obstáculo que sentia que tinha de – e ia – ultrapassar.

O primeiro livro, que refiro acima, Um Dia no País dos HorroresSangue de Monstro Os Desejos Podem Matar são aqueles que recordo com aqueles de que mais gostei, embora não os leia há muito tempo. Foram os que mais me marcaram e agora percebo porquê: foram os primeiros que li. Com o passar do tempo – e o tempo corre nessa idade – comecei a procurar livros de géneros diferentes e depressa deixei estes arrepios para passar a optar por livros que me deixavam também arrepiada, mas não pelo carácter fantástico, mas pela exposição da realidade nua e crua.

Advertisements