Clássicos, clássicos, queremos os clássicos!

A colecção “Grandes Clássicos do Século XX” apresenta três títulos: “Triunfo da Morte”, de Gabriele D’Annunzio; “Os Dados Estão Lançados”, de Jean Paul-Sartre e “Os Intérpretes”, de Wole Soyinka, obras que podem agora podem ser relembradas ou descobertas pela primeira vez.

A editora Minotauro apresenta três novidades na colecção “Grandes Clássicos do Século XX” através da reedição no mercado nacional de três autores, dois deles galardoados com o Prémio Nobel da Literatura. Esta novidade editorial vai permitir que os leitores possam relembrar obras únicas ou vir a descobri-las pela primeira vez.

Triunfo da Morte”, da autoria de Gabriele D’Annunzio, com PVP de 17,90€, é uma obra-prima do mestre da língua italiana, onde os leitores poderão encontrar o super-homem de Nietzsche através do olhar de D’Annunzio, como um homem de cultura, fascinado pela arte e dedicado ao seu conhecimento.

A história desta obra versa sobre o personagem Giorgio Aurispa que, após ter testemunhado um suicídio, sente a necessidade de abandonar Roma. No seguimento de um telegrama de sua mãe, chega a Guardiagrele, uma cidade de pedra repleta de esculturas que o fascinam. Todavia, encontra aqui crenças populares que o assustam: o medo das bruxas. É nesta altura que descobre segredos ligados à vida de seu pai, que levara a família à ruína para mergulhar numa vida de prazeres. Muda-se para uma casa perto da costa, onde vive uma intensa história de amor, mas, apesar de tudo, não consegue encontrar paz de espírito, vivendo aterrorizado pela sombra constante e ameaçadora da morte.

De Jean-Paul Sartre, figura única das letras francesas e universal – e que recusou receber o Prémio Nobel da Literatura em 1964 -, é reeditado o livro “Os Dados Estão Lançados”, com PVP de 12.90€, um trabalho onde se fala da morte depois da vida e a vida depois da morte.

Depois de morrermos é possível voltar à vida? Pierre e Eve tiveram essa oportunidade, que só é dada em casos especiais. Ao terem esta nova oportunidade descobrem que o destino é mais forte que o livre-arbítrio e que por mais que se esforcem, a vida parece estar encaminhada para uma determinada direção.

Finalmente, “Os Intérpretes”, do prémio Nobel da Literatura de 1986, com PVP de 16.90€, é uma obra originalmente lançada em Londres no ano de 1965, sendo a primeira das duas novelas do escritor conhecido essencialmente pelas suas peças de teatro.

Quem são estes “Intérpretes”? São um grupo de jovens intelectuais nigerianos que procuram “interpretar-se” a si mesmos, assim como à sociedade em que vivem. As suas vidas cruzam-se nas salas da universidade, nos escritórios e, sobretudo, na noite. Pouco a pouco, vamos tomando conhecimento do seu passado, das suas crenças, das suas crises e dos seus amores.

Sobre os autores:

Gabriele D’Annunzio (1864-1938) nasceu em pleno Adriático, a bordo do navio Irene, e foi um dos mais fulgurantes escritores contemporâneos e, sem dúvida, o primeiro poeta da Itália moderna. Espírito irrequieto e voluntarioso, artista até à medula, os seus livros são, talvez, o produto feliz das suas qualidades e dos seus defeitos. Visto como um diabo com uma escrita de anjo, D’Annunzio permanece indiscutivelmente irresistível: «Sem dúvida, o melhor escritor italiano do seu tempo, um esteta que faria Oscar Wilde parecer um mero burguês, um sedutor com o tato e apetite de Casanova, um fanático político e um orador apaixonante.» (The Washington Post).

Jean-Paul Sartre, escritor e filósofo francês, nasceu a 21 de junho de 1905, na cidade de Paris. Após ter frequentado o Lycée Louis-le-Grand, licenciou-se pela Ècole Normale Supérieure em 1929, onde conheceu Simone de Beauvoir, que se viria a tornar sua companheira. A partir de 1931 trabalhou como professor, tendo a possibilidade de viajar pelo Egito, Grécia, Itália e Alemanha, onde estudou a filosofia de Edmund Husserl e Martin Heiddeger. Foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1964, mas recusou a honra como forma de protesto contra os valores da sociedade burguesa. Uma organização terrorista contra a independência da Argélia colocou duas bombas no seu apartamento, uma em 1962 e outra no ano seguinte. Foi presidente do tribunal criado por Bertrand Russell para julgar a conduta militar norte-americana na Indochina em 1967. Apoiou vivamente os acontecimentos do Maio de 68. Em 1970 foi detido pela polícia por vender propaganda maoista, na época proibida em França. Um surto de glaucoma foi prejudicando gradualmente a sua visão, a partir de 1975, até o ter cegado quase completamente no fim da sua vida, que ocorreu a 15 de abril de 1980 em Paris.

Wole Soyinka é um escritor nigeriano, nascido em Abeokuta em 1934. Foi laureado com o Prémio Nobel da Literatura em 1986 e é considerado o mestre da dramaturgia africana, assim como um poeta e ensaísta sem igual. Na prosa, a sua obra mais notável é precisamente este “Os Intérpretes”, que espelha uma profunda criatividade na fusão da sua herança nigeriana – mitos antigos povoados por espíritos e ritos da tradição africana – com a cultura ocidental, que o moldou. Nos anos 1960, após se ter licenciado em Literatura Inglesa na Universidade de Leeds, em Inglaterra, regressa à sua terra natal, encontrando um país marcado pela guerra civil. Em 1967, foi preso por defender a liberdade e lutar acerrimamente contra a opressão da violência, acabando por se refugiar em Inglaterra, onde não deixou de usar a literatura como forma de combate, apelando à paz. A sua escrita reflete sobre conflitos morais, políticos e sociais, a condição humana e a luta entre o bem e o mal, recorrendo à sátira e à ironia para ridicularizar a ditadura. Regressou à Nigéria em 1974, onde exerceu o cargo de professor catedrático de Inglês na Universidade de Ife, mas, em 1993 participou numa marcha de protesto contra o regime militar do ditador Sani Abacha, o que fez com que tivesse de deixar o país. Atualmente, vive em Los Angeles, continuando a lecionar literatura e a defender a democracia, acalentando sempre o desejo de regressar à Nigéria.

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