Folhas de Papel

Por Amor à Língua (2018), de Manuel Monteiro

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Se chove muito, chove torrencialmente. Se aconselhamos ou recomendamos com ênfase, aconselhamos e recomendamos vivamente. Se rejeitamos ou recusamos, rejeitamos e recusamos liminarmente. Mas, se afirmamos, afirmamos categoricamente ou peremptoriamente. 

Quando acreditamos, acreditamos piamente; mas, quando confiamos, já confiamos cegamente. Se nos enganamos, enganamo-nos redondamente; mas, se falhamos, já falhamos rotundamente. E, quando alguém mente, não raro, recorremos à rima para o insultar: mente descaradamente. 

E tudo isto nos deveria IRRITAR SOLENEMENTE (quando alguém se irrita, fá-lo sempre com solenidade).

Apreciação

Se temos dúvidas e frequentemente nos enganamos, devemos encarar essa realidade como normal e saudável. O erro ocorre quando sabemos que estamos em falta e não agimos. E, mesmo que saibamos, é sempre bom andarmos actualizados (e depois há a irritação quando lidamos com quem não saiba mas pensa que sim). É neste tom que Manuel Monteiro nos apresenta o seu novo livro. A favor da criatividade, da fluência e do bom português, o revisor e formador de revisores publica “Por Amor à Língua” (Objectiva, 2018).

Continuar a ler no Deus me Livro.

Sobre o livro

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