Neste momento, não estou cá. Estou num local inóspito, gelado, quase sem luz do sol. Estou a ouvir a história da Leni, que se mudou para Kaneq com os pais para fugirem dos pesadelos trazidos pela guerra do Vietname encontrarem uma nova vida. A Paz.
Mas Leni não compreende o mundo dos adultos nem os adultos se percebem a si próprios. O isolamento que a ilha alasquiana lhes trouxe, à família Allbright, não é suficiente para que os fantasmas do passado fiquem para trás. E muito menos para que se encontre a tranquilidade mental para os calar.
Já sabem, não estou aqui. Estou numa cabana numa ilha remota num local onde o céu praticamente não mostra o seu azul e as noites são um gigante que tudo engole. Estou n’A Grande Solidão.
Saibam mais sobre o livro lendo a fantástica crítica de Helena Vasconcelos no Público. E juntem-se à expedição.