A Mulher que Escondeu Anne Frank (2019), de Miep Gies

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Ao longo de mais de dois anos, Miep e o marido ajudaram a esconder judeus numa Holanda tomada pelos nazis. Como milhares de heróis desconhecidos do Holocausto, eles arriscaram diariamente a vida ao levar alimentos, livros, notícias e carinho às vítimas.

Miep trabalhava como assistente de Otto Frank, o pai de Anne Frank, e tornara-se íntima da família. Ao longo de 25 meses, ela e o marido mantiveram a família Frank escondida no anexo de um prédio de Amesterdão até serem traídos por uma denúncia anónima. Quando a Gestapo invadiu o esconderijo, a 4 de agosto de 1944, e prendeu todos os seus ocupantes, deixou para trás o diário de Anne e outros dos seus escritos, em folhas soltas, Miep recolheu esses escritos na esperança de voltar a encontrar Anne e lhos poder entregar.

Neste livro intemporal, Miep relembra esses dias tortuosos e fá-lo com uma clareza e uma emoção vívidas. A narrativa vai da sua própria infância, enquanto refugiada da Primeira Guerra Mundial, até ao momento em que entrega a Otto Frank – o único dos ocupantes do esconderijo a sobreviver ao Holocausto – o pequeno diário axadrezado. Até então, não fora lido por ninguém.

Apreciação

Ao se ler O Diário de Anne Frank, o sentimento é de total arrebatamento. Por tudo aquilo que lhe diz respeito (a história, as circunstâncias, o tom da narrativa, as observações do particular, o desentendimento do presente, o destino), o livro tira o fôlego ao leitor.

Agora, mais de trinta anos depois de ser publicado o original, chega a Portugal A Mulher que Escondeu Anne Frank, de Miep Gies, a mulher que foi uma das principais responsáveis pelo desaparecimento da família Frank na Holanda (que, segundo constava, estava na Suíça) e os companheiros que viveram no anexo em Amesterdão ao longo de praticamente dois anos.

Continuar a ler no Deus me Livro.

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